Na cerimónia de assinatura do Acordo Plurianual 2026-2029 de Valorização dos Trabalhadores da Administração Pública, realizada hoje em São Bento, Lisboa, o secretário-geral da FESAP, José Abraão, considerou que “se melhorou o que se tinha celebrado em 2024”, nomeadamente ao “garantir previsibilidade para a administração pública e garantir mínimos para o futuro”. Será possível “rever carreiras, aumentar salários, rever carreiras gerais, alterar o SIADAP e aumentar o subsídio de refeição”, que admitiu ser “curto”, mas com um “aumento acima da inflação com cláusula de salvaguarda que permitirá rever valores”. Já a atualização salarial é “pouco mas vale mais um bom compromisso do que uma boa promessa”, salientou o sindicalista. Abraão deixou também o alerta de que os trabalhadores “vivem preocupados com os impactos da alteração ao Código de Trabalho”, tendo aproveitado esta oportunidade para deixar um “apelo para que sejam apresentadas propostas negociáveis ​​que aproximem posições, melhorem o Código de Trabalho, reforçando direitos dos trabalhadores”. De acordo com a agenda do primeiro-ministro, Luís Montenegro, a cerimónia de assinatura do acordo com a Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) decorrerá pelas 11:30 na residência oficial do chefe do Governo, em Lisboa. Notícias ao Minuto com Lusa | 06:00 – 21/01/2026 A presidente do STE, Rosa Sousa, também destacou neste acordo a “previsibilidade na atualização dos valores pecuniários e o planeamento com calendarização de revisão das carreiras”, salientando que se congratulam, para já, por terem “evoluído e ter chegado a entendimento com o Governo”. O STE deixa também a garantia de ter “total disponibilidade para cooperar com o Governo na reforma do Estado, nomeadamente na reorganização da Administração Pública, contribuindo para uma melhor organização e valorização da função pública no papel dos trabalhadores no futuro próximo”. Este acordo estende os compromissos assumidos em termos de atualizações salariais no acordo plurianual atualmente em vigor e que foi assinado em outubro de 2024 com a Fesap e a Frente Sindical, liderada pelo STE, até ao final da legislatura, mas traz novidades em matérias como o subsídio de refeição ou a revisão de algumas carreiras. Para 2026 o acordo prevê aumentos salariais de 2,15%, com um mínimo de 56,58 euros, enquanto para 2027, 2028 e 2029 o acordo estabelece aumentos salariais de 2,30%, com um mínimo de 60,52 euros. Segundo o Governo, esta trajetória traduz-se “num aumento mínimo de 238,14 euros” durante esta legislatura. De fora da assinatura deste acordo ficou a Frente Comum, afeta à CGTP, que não aceita “acordos que prejudiquem os trabalhadores” e que desafiou o Governo a abrir “outro processo negocial extraordinário”. Leia Também: Líder da CIP diz que salários têm subido “à custa da margem das empresas”

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts