advertisemen tDados divulgados revelaram que o rio Save atingiu e ultrapassou o nível de alerta na estação hidrométrica da Vila Franca do Save, no distrito de Govuro, elevando o risco de inundações ao longo do vale do rio, com potencial para atingir as vilas de Mambone e Machanga, nas províncias de Inhambane e Sofala, respectivamente. Segundo o relatório de monitoria hidrológica, citado pelo jornal O País, na estação da Vila Franca do Save, o nível da água apresentou uma subida contínua ao longo do dia 20 de Janeiro, passando de 5,25 metros às 7h00, para 5,47 metros às 12h00, 5,61 metros às 17h00 e 5,64 metros às 18h00, ultrapassando o nível de alerta fixado em 5,50 metros. “A tendência de subida manteve-se nas primeiras horas de hoje, dia 21 de Janeiro. Às 5h00, o rio já registava 5,92 metros. A evolução do caudal em Vila Franca do Save confirma a progressão da onda de cheia ao longo do curso do rio, situação que historicamente aumenta o risco de inundações em zonas ribeirinhas, áreas agrícolas e de pastagem, sobretudo nos distritos localizados a jusante”, esclarece. Na publicação, acrescenta-se ainda que na estação de Massangena, na província de Gaza, os níveis mantiveram-se acima do normal, mas com tendência de descida. Os números indicam 4,32 metros às 7h00, 4,30 metros às 12h00 e 4,28 metros às 17h00 do dia 20, valores ligeiramente abaixo do nível de alerta local, fixado em 4,50 metros. Contudo, as autoridades mantêm a monitoria permanente da bacia do Save, numa altura em que a época chuvosa continua activa, apelando à população para o acompanhamento da informação oficial e adopção de medidas de precaução, especialmente nas zonas tradicionalmente vulneráveis a cheias. Nesta terça-feira (20), o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) alertou que Moçambique pode estar perante uma situação de cheias potencialmente mais grave do que a registada em 2000, na qual morreram aproximadamente 800 pessoas, naquela que é considerada uma das maiores catástrofes naturais da história do País. As cheias de 2000 em Moçambique foram provocadas por chuvas intensas e ciclones tropicais, que atingiram sobretudo as bacias dos rios Limpopo, Incomáti, Umbelúzi e Save, afectando gravemente o sul e centro do País. O desastre deixou milhões de afectados, destruiu infra-estruturas, habitações e campos agrícolas e provocou elevados prejuízos económicos. Actualmente, o Governo enfrenta um défice de 6,6 mil milhões de meticais para responder à actual época chuvosa, num contexto em que são necessários 14 mil milhões de meticais para assegurar a assistência humanitária, apoio aos deslocados, serviços de saúde e alimentação nos centros de acomodação. Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement
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