
“O Turismo de Portugal vai ajudar estas empresas. Vamos prolongar os prazos de pagamento, tornar as prestações mais fáceis. Aquelas que devem à banca, o Turismo de Portugal vai substituir-se e vai antecipar o dinheiro e pagar à banca, e as empresas ficam a pagar ao Turismo de Portugal num tempo mais dilatado”, afirmou Manuel Castro Almeida na sua participação na conferência 10 Anos Conversa Capital, a decorrer em Lisboa. Questionado sobre uma potencial crise no setor, Castro Almeida sublinhou que a restauração é “muito importante” e “emprega muita gente”. “É um elemento integrador da promoção turística e essencial”, afirmou, acrescentando que muitas empresas de restauração estão ainda a pagar os custos da pandemia”. Castro Almeida antecipou que estes apoios devem estar disponíveis “muito rapidamente” e estimou que em fevereiro a legislação possa já estar aprovada. O ministro sublinhou que o que tem ocorrido é “um abrandamento” e não necessariamente uma quebra. “Eu preferia crescer mais, porque acho que há espaço para crescer mais – não sou dos que pensam que o turismo atingiu o limite”, disse. Nesse sentido, apontou que há muitas zonas do país e muitas épocas do ano em que Portugal poderia acolher mais turistas, mas que tal necessita de “muitas ações”. O ministro destacou ainda as limitações do aeroporto de Lisboa – considerando que “a situação desgraçada” na entrada de visitantes de fora do espaço Schengen já está resolvida – e que o processo da construção no novo aeroporto “está a seguir os seus passos normais”. Leia Também: Insolvências podem aumentar até 4% (sobretudo nestes dois setores)
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