O sector da Agricultura e Pescas na província de Maputo encontra-se em estado de alerta devido às inundações provocadas pela queda intensa de chuvas e pela abertura de comportas em países vizinhos, situação que já afectou cerca de 38 mil hectares de culturas diversas. Deste total, aproximadamente dez mil hectares são dados como completamente perdidos. A informação foi avançada pelo director provincial da Agricultura e Pescas de Maputo, Paulo Cossa, no balanço da situação do sector face às cheias resultantes do aumento dos caudais dos rios Umbelúzi e Incomáti, fenómeno que tem tido maior impacto nas zonas baixas da província. “A situação é de alerta. Temos muitos agricultores e famílias afectadas, sobretudo nas zonas baixas, como consequência directa das inundações provocadas pela abertura de comportas nos países vizinhos e, posteriormente, das barragens dos rios Umbelúzi e Incomáti”, afirmou Paulo Cossa. Segundo o dirigente, os prejuízos registados correspondem a cerca de 15% da área planificada para a presente campanha agrária. Os maiores danos concentram-se ao longo do curso dos rios, onde vastas extensões de terras agrícolas ficaram submersas, comprometendo totalmente a produção. O responsável esclareceu, contudo, que nas zonas altas da província a situação permanece estável. De acordo com Paulo Cossa, a produção nessas áreas não apresenta, para já, sinais de alarme, uma vez que grande parte da primeira época agrícola é praticada em regime de sequeiro. “Nessas zonas, até ao momento, não temos uma situação preocupante”, explicou. No subsector pecuário, as enxurradas causaram perdas significativas, com a morte de cerca de mil bovinos arrastados pela forte corrente das águas. Para além disso, várias áreas de pastagem ficaram inundadas, comprometendo a alimentação do efectivo pecuário sobrevivente. “Já perdemos aproximadamente mil bovinos, em resultado das enxurradas e da força da corrente de água, que acabou por arrastar parte dos animais”, precisou o director provincial da Agricultura e Pescas de Maputo. O subsector das pescas também regista prejuízos consideráveis. De acordo com os dados avançados, foram perdidas 81 embarcações, cerca de 500 artes de pesca e vários tanques piscícolas, afectando directamente os meios de subsistência das comunidades ribeirinhas. Apesar do cenário adverso, técnicos e extensionistas do sector continuam no terreno a prestar apoio às comunidades afectadas, com particular incidência nos distritos de Boane e Manhiça, identificados como as zonas mais severamente atingidas pelas inundações. Fonte: Agência de Informação de Moçambique (AIM)advertisement

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