a d v e r t i s e m e n tAs autoridades nacionais abriram 36 centros de acomodação temporária na província de Gaza, sul do País, para acolher as populações afectadas pelas cheias provocadas pela subida dos principais rios da região, com destaque para o Limpopo, informou esta segunda-feira, 19 de Janeiro, a Agência de Informação de Moçambique.
De acordo com a governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene, que falava à Rádio Moçambique, o maior centro de acolhimento, localizado em Chihaquelane, alberga mais de 25 mil pessoas.
“Temos 327 mil pessoas nos 36 centros de acomodação. A água do rio Limpopo já inundou a parte baixa da cidade de Xai-Xai e apelamos à evacuação imediata da população daquele município”, afirmou a governadora.
A situação tende a agravar-se devido ao aumento das descargas nas principais barragens da região. Segundo Margarida Mapandzene, a barragem de Massingir, situada no rio dos Elefantes, o maior afluente do Limpopo, elevou o volume de descargas para 6500 metros cúbicos por segundo, depois de no domingo ter reduzido para 5000 metros cúbicos por segundo.
“A situação pode piorar devido ao volume de água descarregado pela barragem de Macarretane, que já está a ter um impacto negativo nos distritos de Chibuto e Xai-Xai”, alertou.
O risco de inundações em Gaza é igualmente influenciado pelas chuvas intensas registadas no Zimbabué, que estão a provocar o aumento do caudal do rio Save. A Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) avisou que, nas próximas 48 horas, o Save poderá atingir níveis de alerta de cheia nas estações hidrométricas de Massangena e Vila Franco do Save.
As autoridades prevêem inundações nas localidades de Nova Mambone e Machanga, junto à foz do rio Save, bem como a continuação das cheias nas zonas baixas das bacias do Limpopo e do Incomáti.
Nos distritos de Magude, Manhiça e Marracuene, ao longo do rio Incomáti, e em Massingir, Mabalane, Guijá e Chókwè, no vale do Limpopo, a ARA-Sul alerta para a manutenção de elevados níveis de risco.
Perante este cenário, a ARA-Sul apela à retirada imediata de todas as pessoas que ainda se encontram em zonas propensas a inundações, de modo a salvaguardar vidas humanas.a d v e r t i s e m e n t
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