advertisemen tAs autoridades nacionais estão a receber apoio internacional no contexto da crise provocada pelas cheias que afectam várias regiões do País, após a África do Sul ter destacado uma equipa especializada de busca e salvamento para apoiar na resposta à emergência, informou esta segunda-feira, 19 de Janeiro, a Agência de Informação de Moçambique. Num comunicado, a Força Nacional de Defesa da África do Sul (SANDF) informa que, no âmbito da “Operação CHARIOT”, foi mobilizado um helicóptero Oryx da Força Aérea Sul-Africana, acompanhado por uma equipa avançada de busca e salvamento, que já se encontra em Maputo. Segundo a SANDF, a aeronave e o respectivo contingente aterraram com sucesso em Maputo e irão operar em estreita coordenação com as equipas nacionais de socorro e com as entidades de gestão de desastres de Moçambique, numa acção conjunta destinada a reforçar as operações de salvamento e assistência humanitária. “A prioridade é garantir uma resposta coordenada e eficaz perante o agravamento da situação, trabalhando lado a lado com as autoridades moçambicanas”, refere o comunicado, sublinhando a importância da cooperação regional face aos impactos das chuvas intensas que afectam a África Austral. A intervenção sul-africana surge numa altura em que Moçambique enfrenta uma das mais severas crises de inundações dos últimos anos. De acordo com dados oficiais, pelo menos 103 pessoas perderam a vida em consequência das chuvas intensas que atingem sobretudo as regiões centro e sul do País, deixando cerca de 200 mil pessoas afectadas. As cheias provocaram ainda a destruição ou danos significativos em milhares de habitações, obrigando dezenas de milhares de pessoas a procurar abrigo em centros de acomodação temporários. Infra-estruturas essenciais, incluindo sistemas de abastecimento de água, vias de acesso e cadeias de fornecimento alimentar, foram igualmente afectadas. A SANDF recorda que este apoio a Moçambique decorre em paralelo com operações de emergência que continuam em território sul-africano, nomeadamente nas províncias de Limpopo e Mpumalanga, onde as inundações também deixaram populações isoladas e infra-estruturas danificadas. As autoridades nacionais mantêm o alerta máximo e apelam à colaboração da população, enquanto prosseguem os esforços de busca, salvamento e assistência às comunidades mais vulneráveis.advertisement
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