Numa nota publicada nos vários ‘sites’, as organizações informam que esta colaboração quer construir uma ferramenta compartilhada alimentada por Inteligência Artificial (IA) e uma metodologia comum para ‘prebunking’, baseado na experiência de mais de 40 organizações de verificação de factos em toda a Europa. O ‘prebunking’ é uma estratégia de comunicação proativa e baseada em evidências que prepara os indivíduos para resistir à manipulação antes que enfrentem desinformação. Esta estratégia tem como objetivo alertar os indivíduos para a manipulação antecipada, expondo-os a uma versão enfraquecida num ambiente controlado e equipando-os com refutações preventivas. Contrariamente à desmistificação de desinformação, esta estratégia pretende responder à desinformação após a formação da crença, funcionando a montante, ou seja, antes que o conteúdo se espalhe. Portugal possui uma rede informal de autoridades, administrativas e criminais, que cooperam entre si na identificação de ações de desinformação, revelou hoje Telmo Gonçalves, vogal da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). Lusa | 18:06 – 28/11/2025 Para ser eficaz, o ‘prebunking’ deve incluir um aviso prévio que sinaliza ao público a tentativa de manipulação, uma exposição enfraquecida que introduza a falsidade ou tática de manipulação esperada, e uma refutação preventiva, baseada em factos. Ao divulgar materiais de pré-refutação antes que a desinformação se espalhe, as organizações de verificação de factos podem construir credibilidade e confiança, além de ajudar a imunizar o seu público contra narrativas virais crescentes ou afirmações repetidas. A representante da Comissão Europeia (CE) em Portugal, Sofia Moreira de Sousa alerta que a Inteligência Artificial (IA) levantou desafios sem precedentes em matéria de desinformação. Lusa | 10:19 – 26/11/2025 O projeto que juntas as várias organizações de combate à desinformação pretende combinar a monitorização de IA com a experiência humana para identificar sinais iniciais de narrativas emergentes de desinformação. A primeira versão da ferramenta suporta cinco idiomas europeus, esperando-se que no próximo ano alcance mais de 20 idiomas. Leia Também: Alerta para pressões significativas sobre desinformação em Portugal

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