advertisemen tA Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos alertou para descargas de emergência a partir da sexta-feira, 16 de Janeiro, na barragem de Pequenos Libombos, que vão aumentar oito vezes e ameaçam cortar a principal estrada que liga Maputo e o distrito de Boane, na região Sul do País. Num comunicado citado pela Lusa, a entidade refere que o incremento das descargas dos actuais 300 metros cúbicos por segundo para 2500, resulta das previsões meteorológicas e da situação hidrológica prevalecente. As autoridades avançam que a medida visa “criar a capacidade de encaixe do volume de escoamento proveniente de montante da barragem e dos outros gerados localmente devido às chuvas fortes e persistentes que se registam na região, e um pouco por todo o País”. No documento é sublinhado que, com estas descargas, esperam-se inundações a jusante da barragem, casos dos bairros Fixe e 25 de Setembro, para além de Tedeco e Mazambanine, no distrito de Boane, acrescentando que os moradores já receberam ordem para evacuação imediata, devido ao risco de cheias e inundações. A Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos alertou ainda para o esperado galgar das águas, devido à descarga na barragem, nas pontecas de Umpala, Mazambanine e Mafuiane, bem como para a possibilidade de corte da Estrada Nacional Número 2, no troço entre Matola e Boane. Recentemente, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) fez saber que morreram 85 pessoas, 70 ficaram feridas e outras 105,1 mil foram afectadas pelas mudanças climáticas durante a época chuvosa 2025-26. Em Outubro, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais. No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais da verba necessária. Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement
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