
A Meta anunciou que vai encerrar a sua plataforma Workrooms, uma app que a gigante tecnológica lançou no verão de 2021 – mais precisamente dois meses antes de ter alterado o nome da empresa de Facebook para o que tem atualmente. Na altura, a mudança de nome foi justificada com o foco renovado da empresa e do seu cofundador e CEO, Mark Zuckerberg, para desenvolver o metaverso. Contudo, na mesma semana em que a Meta anunciou que vai encerrar três estúdios e despedir mais de mil pessoas na divisão Reality Labs, parece que a primeira investida da empresa no metaverso também vai passar à história. “A Meta tomou a decisão de descontinuar a Workrooms enquanto app dedicada a partir do dia 16 de fevereiro de 2026”, pode ler-se na página oficial da empresa tecnológica. O responsável pela divisão de Inteligência Artificial da Meta, Alexandr Wang, parece estar cada vez mais insatisfeito com o estilo de gestão do CEO da gigante tecnológica, Mark Zuckerberg. Considera-o sufocante. Miguel Patinha Dias | 18:28 – 14/01/2026 O desinvestimento da Meta na área do metaverso atinge ainda a venda de óculos Meta Quest e de software enquanto serviços para empresas, com outra página oficial da empresa a indicar que as vendas serão suspensas. “Vamos interromper as vendas de serviços de gestão Meta Horizon e SKUs comerciais do Meta Quest a partir de 20 de fevereiro de 2026”, pode ler-se no comunicado da Meta. Despedimentos na Meta Tal como apontavam os rumores, a Meta começou o processo de despedimento na sua divisão Reality Labs dedicada ao desenvolvimento do metaverso e de experiências de realidade virtual e aumentada. Conta a Bloomberg que serão despedidas mais de mil pessoas e serão encerrados três produtoras desta divisão, nomeadamente a Twisted Pixel (“Marvel’s Deadpool VR”), a Sanzaru Games (“Asgard’s Wrath”) e a Armature Studio (responsável pela versão de “Resident Evil 4” disponível nos dispositivos Quest). Além disso, foi também anunciado que a aplicação de fitness com realidade virtual “Supernatural” deixará de receber atualizações com novos conteúdos. Todavia, a app continuará ativa para os atuais utilizadores. Em comunicado partilhado com o site Engadget, um porta-voz da Meta confirmou os encerramentos destes estúdios e apontam para uma mudança de estratégia na empresa do metaverso para os wearables – onde se incluem os óculos inteligentes desenvolvidos em colaboração com a Ray-Ban. O regulador da concorrência no Brasil abriu uma investigação contra a tecnológica norte-americana Meta, empresa-mãe do WhatsApp, Facebook e Instagram, por suspeita de abuso de posição dominante no mercado de inteligência artificial (IA). Lusa | 07:13 – 13/01/2026 “Dissemos no mês passado que estávamos a mudar algum do nosso investimento do metaverso para os wearables”, pode ler-se no comunicado. “Isto é parte desse esforço e planeamos reinvestir o que pouparmos este ano em apoiar o crescimento dos wearables”. Apesar do encerramento dos estúdios de videojogos, a Meta diz que continua comprometida com a indústria. “Estas mudanças não significam que nos vamos afastar dos videojogos”, afirmou a responsável pela divisão Oculus Studios, Tamara Sciamanna. “Com esta mudança vamos mudar o nosso investimento para nos focarmos em produtoras externas e parceiros para garantir a sustentabilidade a longo-prazo”. A nova direção da Meta fica clara graças a um comunicado partilhado internamente pelo CTO da empresa, Andrew Bosworth, e ao qual a Bloomberg teve acesso. “Com uma maior base potencial de utilizadores e a taxa de crescimento mais rápida da atualidade, estamos a direcionar equipas e recursos quase exclusivamente para os dispositivos móveis de forma a continuar a acelerar a adoção”, afirmou Bosworth. A decisão da Meta em afastar-se do metaverso não é uma total surpresa. Ainda que a Meta tenha lançado dispositivos e experiências de qualidade na área da realidade virtual, os lucros gerados pela divisão Reality Labs não serviram para justificar os mais de 70 mil milhões de dólares que (alegadamente) foram gastos desde 2021. Leia Também: Wikipédia forma parcerias com a Meta, a Microsoft e a Perplexity
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