Em 11 de novembro, a Microsoft anunciou que iria investir 10.000 milhões de dólares (8.600 milhões de euros) no centro de dados de Sines, com a Start Campus e a Nscale, “maior do que todos os investimentos em centros de dados que a empresa já fez em Espanha”, de acordo com o presidente Brad Smith, numa entrevista ao Negócios. “Em janeiro começam a chegar os primeiros chips”, afirmou Andrés Ortolá. O responsável adiantou que Portugal agora passa a ser um lugar “super estratégico”. “Há uma coisa que é super importante, escolhemos Sines, escolhemos Portugal porque sabemos” que vai ser sustentável, “100% green energy”, prosseguiu. “Para mim a parte importante é pôr Portugal no mapa da Microsoft”, acrescentou, enfatizando que o país já era uma “localização estratégica” para a multinacional. Quanto à reorganização que a empresa fez recentemente, o diretor-geral da Microsoft Portugal considerou que o foi escrito sobre a perda de autonomia da subsidiária portuguesa foi “uma interpretação”, salientando que as organizações mudam. “Tínhamos a Europa ocidental e o leste da Europa. Agora temos a Europa do Norte e a Europa do Sul, exatamente a mesma coisa”, referiu. “Para mim, ganhámos”, sublinhou, referindo que a subsidiária portuguesa tem “cada vez mais colaboradores”, atualmente quase 2.000. Quanto chegou a Portugal, a empresa tinha “1.500, 1.600, há equipas que estão a reorganizar-se, equipas que mudámos as funções”, acrescentou. Andrés Ortolá considerou ainda que os agentes de IA “estão a começar agora e são o ‘next level’ {próximo nível)”. A Microsoft está a fazer o ‘rollout’ (implementação gradual) de um assistente de IA que realiza trabalho interativo; trabalho autónomo assistido; e trabalho autónomo. “Para PME portuguesas pode ser uma resposta essa automatização, essa mudança de forma a trabalhar”, acrescentou. Leia Também: Trump autoriza Nvidia a vender chips de IA na China (em troca de 25%)

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