Ásia dividida entre apostas na IA e subida do iene. Taiwan em recorde após acordo com EUA


As bolsas asiáticas terminaram a última sessão da semana sem tendência definida, ainda que o índice que agrega as ações da região tenha batido novos recordes, à medida que as apostas dos investidores na inteligência artificial reacenderam. 


O otimismo de quinta-feira estendeu-se até ao final da semana à boleia dos resultados da fabricante taiwanesa de semicondutores TSMC, que terminou esta sexta-feira a valorizar 3%. 


A ajudar o “rally” da empresa, os EUA concordaram reduzir as tarifas de produtos importados de Taiwan de 20% para 15% em troca de uma promessa de investimento de 500 mil milhões de dólares por parte de empresas de semicondutores taiwanesas em operações norte-americanas. 


O novo acordo direciona novos investimentos para a indústria de tecnologia dos EUA, sobretudo a TSMC, a maior produtora de “chips” de inteligência artificial (IA) do mundo, mas corre o risco de “irritar” a China.


Neste contexto, as bolsas nipónicas terminaram com perdas, pressionadas pela recuperação do iene. O Topix recuou de máximo históricos ao perder 0,28% para 3.658,68 pontos, o Nikkei 225 cedeu 0,32% para 53.936,17 pontos. Na China, o Shangai Composite perdeu 0,26% para 4.101,91 pontos e em Hong Kong, o Hang Seng, cedeu 0,51% para 26.798,91 pontos, à medida que os reguladores apertam as regras de financiamento com margem.


Em contraciclo, e impulsionado pelas ações de tecnologia, o taiwanês Taiex saltou 1,94% para 31.408,70 pontos e, na Coreia do Sul, o Kospi pulou 0,9% para 4.840,74 pontos, ambos em recordes. O índice mais abrangente da MSCI para ações da região Ásia-Pacífico, que exclui o Japão, alcançou um novo máximo de 761,53 pontos. 


“As ações de tecnologia pareciam vulneráveis nas últimas semanas, à medida que os investidores migravam de empresas de grande capitalização para áreas mais cíclicas do mercado”, disse Fawad Razaqzada, da Forex.com, à Bloomberg. “As contas da TSMC, no entanto, parecem ter estabilizado essa ‘rotação’, em vez de revertê-la completamente”, acrescentou.


Entre os principais movimentos de mercado, a Mitsubishi perdeu 2% após ter concordado em comprar os ativos de gás e gasodutos da americana Aethon Energy Management por 5,2 mil milhões de dólares, a maior aquisição já feita por uma empresa japonesa no setor de xisto americano.


Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 caem 0,4%, com os investidores ainda atentos aos desenvolvimentos geopolíticos, bem como ao setores da tecnologia e da banca norte-americana, que ontem deram impulso a Wall Street. 

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