advertisemen tO Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou solidariedade com as populações afectadas pelas chuvas intensas, que estão a causar inundações e perdas de vidas em algumas províncias do País, reconhecendo danos materiais significativos. “Permitam-me, antes do mais, endereçar a nossa solidariedade às populações que estão neste momento a sofrer, vítimas de cheias e inundações desta época chuvosa”, avançou o dirigente citado numa nota da Presidência da República, divulgada pela Lusa. O chefe do Estado referiu que há registo de prejuízos materiais significativos em quase todas áreas, destacando a destruição de infra-estruturas económicas e sociais, principalmente as vias de acesso. O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) acaba de emitir um “alerta vermelho” prevendo a ocorrência de chuvas fortes a muito fortes nas próximas horas, sobretudo nas províncias de Gaza e Maputo, com risco elevado de cheias, inundações e descargas atmosféricas. Numa nota, a entidade esclarece que este alerta abrange todas as regiões consideradas mais vulneráveis ​​face à intensidade da precipitação prevista. Estima-se que pelo menos 400 mil pessoas estão em risco de serem retiradas compulsivamente das suas zonas de residência. “Há um risco iminente da junção dos rios Incomáti e Limpopo — cenário igual ao registado nas cheias de 2000 — à medida que transbordam, o que poderá aumentar o número de afectados para cerca de meio milhão de pessoas.” Esta semana, a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos (MOPHRH), emitiu um “alerta laranja” face ao risco moderado e alto de ocorrência de cheias, olhando para as previsões meteorológicas e para a situação hidrológica que prevalece em Moçambique. Recentemente, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) fez saber que morreram 85 pessoas, 70 ficaram feridas e outras 105,1 mil foram afectadas pelas mudanças climáticas durante a época chuvosa 2025-26. Em Outubro, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais. No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais da verba necessária. Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement

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