O Banco Nacional de Angola (BNA) prevê que a economia angolana cresça este ano cerca de 3,5%, com uma retoma do sector petrolífero estimada em 1,1% depois de uma contracção de 4,6% em 2025, noticiou a Lusa, nesta quarta-feira (14). De acordo com a agência, os dados foram apresentados nesta quarta-feira pelo governador do BNA, Manuel Tiago Dias, que perspectivou uma evolução favorável do Produto Interno Bruto (PIB), impulsionada pelo crescimento de 4,5% do sector não petrolífero, e em menor grau pelo sector petrolífero. O banco central estima, por outro lado, uma taxa de inflação de 13,5% para 2026, abaixo dos 15,7% registados em 2025, sustentada pela manutenção de um nível de liquidez adequado ao crescimento económico e pela relativa estabilidade dos preços dos bens alimentares no mercado internacional.advertisement Manuel Tiago Dias revelou ainda que o stock de crédito à economia em moeda nacional atingiu 6,93 milhões de euros, em Dezembro de 2025, representando uma expansão acumulada de 22,6%, o que corresponde a um aumento de 1,28 milhão de euros, face a Dezembro de 2024. O responsável realçou que o sistema de pagamentos de Angola registou em 2025 uma aceleração da digitalização, com impacto positivo na inclusão financeira, reflectida no crescimento dos canais electrónicos e instantâneos. Assistiu-se igualmente ao aumento do volume de transacções na rede Multicaixa e nos sistemas de transferências, com maior adesão aos pagamentos instantâneos no âmbito do sistema Kwik, à utilização de códigos QR e ao crescimento do número de caixas automáticas em 12%. No mercado cambial primário, a oferta regular de divisas, proveniente das companhias petrolíferas, diamantíferas e de clientes dos bancos comerciais, aumentou 23%, passando de 7,55 mil milhões de euros, para 9,27 mil milhões de euros, o que contribuiu para a estabilidade da taxa de câmbio. Adicionalmente, a oferta de divisas do Tesouro Nacional e do BNA totalizou em 2025 cerca de cerca de 11,48 milhões de euros. O stock das reservas internacionais fixou-se em 15,22 mil milhões de euros, no final de 2025, face aos 15,08 mil milhões de euros, registados no ano anterior, o que representa um aumento de 130 milhões de euros, e um grau de cobertura de 7,6 meses de importações de bens e serviços.
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