A atualização do Plano de Ação da Estratégia Digital Nacional para 2026-2027, aprovada por Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 214/2025, foi hoje publicada em Diário da República e apresenta três propósitos: “reforçar a ambição nacional, acelerando o ritmo de execução das metas estabelecidas para 2030; ajustar as iniciativas às prioridades emergentes, evitando atrasos que comprometeriam a competitividade do país; assegurar uma implementação transparente, monitorizável e coerente com os objetivos estratégicos da EDN”.

Nas competências digitais, “reforça-se o compromisso com a meta de ter 80% da população com competências digitais básicas, e pelo menos 7% da população empregada como especialistas em tecnologias da informação e comunicação”, pelo que, “são, assim, incorporadas novas iniciativas focadas no desenvolvimento de competências digitais, consolidando um compromisso nacional que envolve Estado, empresas, academia e sociedade civil na qualificação do capital humano da próxima década”.
Nas empresas, “intensificam-se os esforços de apoio à transformação digital das pequenas e médias empresas, acelerando o caminho para que 90% possuam um nível básico de intensidade digital e 75% adotem serviços de computação em nuvem (cloud)”.
A Agenda Nacional de Inteligência Artificial (IA) “impulsionará a adoção responsável de inteligência artificial pelas empresas e fortalecerá o ecossistema empreendedor, contribuindo para o objetivo de alcançar 6.000 startups até 2030”.
Nos serviços públicos, “a ambição é igualmente reforçada, com projetos estruturantes como a Carteira Digital da Empresa e a Loja de Cidadão Virtual, que contribuem para cumprir a meta de disponibilizar 100% dos serviços públicos em formato digital até 2030”.

O modelo de inteligência artificial (IA) Amália tem melhor desempenho em português europeu face a outros modelos abertos, de acordo com o relatório técnico da equipa de investimento e desenvolvimento a que Lusa teve hoje acesso.
Lusa | 14:24 – 29/12/2025

Simultaneamente, “investe-se na adesão aos serviços digitais – tendo como meta alcançar 6 milhões de chaves móveis digitais – e no fortalecimento da rede de atendimento presencial e mediado, garantindo que a transição digital é inclusiva e que ninguém fica para trás”.
Nas infraestruturas, “o Plano de Ação apresenta uma visão integrada e estratégica para a gestão e desenvolvimento das infraestruturas digitais do país, incluindo a apresentação do plano para a cloud soberana, a atração de investimento em centros de dados, a cobertura das áreas brancas 5G e o reforço dos cabos submarinos que conectam Portugal”.
De acordo com a RCM, “o Plano de Ação, bem como os respetivos relatórios de execução elaborados no âmbito da Estratégia Digital Nacional, aprovada no anexo i da Resolução do Conselho de Ministros n.º 207/2024, de 30 de dezembro, são disponibilizados no portal digital.gov.pt”.
É estabelecido que “o estado de cumprimento das 10 metas definidas para a Estratégia Digital Nacional é disponibilizado no portal digital.gov.pt e atualizado com periodicidade semestral, salvo nos casos em que a natureza ou periodicidade dos indicadores imponha atualização anual”.
Refere-se ainda que “a assunção de compromissos para a execução das medidas e iniciativas previstas no Plano de Ação depende da existência de dotação orçamental disponível por parte das entidades públicas competentes, sendo prioritariamente financiada por fundos europeus”.
O acompanhamento e monitorização das medidas e ações estabelecidas pela presente resolução são feitas pelo Conselho para o Digital na Administração Pública, nos termos da Resolução do Conselho de Ministros n.º 94/2024, de 25 de julho”.
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