A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) afirmou que, no domínio do Investimento Directo Estrangeiro, a presença de capitais tailandeses em Moçambique ainda é modesta, mas considerada encorajadora. Os investimentos concentram-se sobretudo nos sectores da logística, indústria, agro-transformação e serviços. A posição foi apresentada esta terça-feira, 13 de Janeiro, em Maputo, pelo vice-presidente da CTA, Meque Gimo, durante um encontro com uma delegação institucional e empresarial do Reino da Tailândia, em visita ao País para reforçar as relações económicas bilaterais. Meque Gimo destacou que, apesar da distância geográfica, Moçambique e Tailândia partilham uma forte vocação marítima e apostam claramente na integração em cadeias globais de valor. Estes factores criam bases sólidas para uma parceria económica mais estratégica e sustentável. O dirigente explicou que o comércio bilateral tem registado uma evolução positiva. As exportações moçambicanas para a Tailândia ultrapassaram 380 milhões de dólares entre 2022-23. No mesmo período, as importações provenientes do país asiático situaram-se em cerca de 179 milhões de dólares, consistindo principalmente em maquinaria, bens industriais, produtos alimentares e equipamentos, segundo dados da CTA. De acordo com Meque Gimo, estes números mostram uma dinâmica comercial em crescimento, embora ainda aquém do potencial real, considerando as oportunidades existentes em sectores estratégicos da economia moçambicana. O vice-presidente da CTA salientou ainda que a localização geoestratégica de Moçambique, com acesso directo ao oceano Índico, reforça o papel do País como corredor natural para vários países do interior da África Austral, aumentando a sua relevância no comércio regional e internacional. Entre as áreas com maior potencial de cooperação, Meque Gimo apontou a cadeia de frio, a pesca, a aquacultura, a agro-indústria, as infra-estruturas logísticas, a energia, a indústria transformadora e o turismo, tendo destacado também o interesse no intercâmbio tecnológico para aumentar a produção interna de arroz e reduzir as importações do cereal.

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