Tal como apontavam os rumores, a Meta começou o processo de despedimento na sua divisão Reality Labs dedicada ao desenvolvimento do metaverso e de experiências de realidade virtual e aumentada.

Conta a Bloomberg que serão despedidas mais de mil pessoas e serão encerrados três produtoras desta divisão, nomeadamente a Twisted Pixel (“Marvel’s Deadpool VR”), a Sanzaru Games (“Asgard’s Wrath”) e a Armature Studio (responsável pela versão de “Resident Evil 4” disponível nos dispositivos Quest).
Além disso, foi também anunciado que a aplicação de fitness com realidade virtual “Supernatural” deixará de receber atualizações com novos conteúdos. Todavia, a app continuará ativa para os atuais utilizadores.

A Meta, detentora do Facebook, fechou acordos de energia nuclear com três empresas, enquanto continua a procurar fontes de eletricidade para os seus centros de dados de Inteligência Artificial (IA).
Lusa | 15:49 – 09/01/2026

Em comunicado partilhado com o site Engadget, um porta-voz da Meta confirmou os encerramentos destes estúdios e apontam para uma mudança de estratégia na empresa do metaverso para os wearables – onde se incluem os óculos inteligentes desenvolvidos em colaboração com a Ray-Ban.
“Dissemos no mês passado que estávamos a mudar algum do nosso investimento do metaverso para os wearables”, pode ler-se no comunicado. “Isto é parte desse esforço e planeamos reinvestir o que pouparmos este ano em apoiar o crescimento dos wearables”.
Apesar do encerramento dos estúdios de videojogos, a Meta diz que continua comprometida com a indústria. “Estas mudanças não significam que nos vamos afastar dos videojogos”, afirmou a responsável pela divisão Oculus Studios, Tamara Sciamanna. “Com esta mudança vamos mudar o nosso investimento para nos focarmos em produtoras externas e parceiros para garantir a sustentabilidade a longo-prazo”.

A tecnológica Meta apelou hoje para que a Austrália reconsidere a sua proibição das redes sociais para menores de 16 anos, após ter informado que bloqueou mais de 544.000 contas ao abrigo da legislação.
Lusa | 09:56 – 12/01/2026

A nova direção da Meta fica clara graças a um comunicado partilhado internamente pelo CTO da empresa, Andrew Bosworth, e ao qual a Bloomberg teve acesso.
“Com uma maior base potencial de utilizadores e a taxa de crescimento mais rápida da atualidade, estamos a direcionar equipas e recursos quase exclusivamente para os dispositivos móveis de forma a continuar a acelerar a adoção”, afirmou Bosworth.
A decisão da Meta em afastar-se do metaverso não é uma total surpresa. Ainda que a Meta tenha lançado dispositivos e experiências de qualidade na área da realidade virtual, os lucros gerados pela divisão Reality Labs não serviram para justificar os mais de 70 mil milhões de dólares que (alegadamente) foram gastos desde 2021.
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