advertisemen tO Banco Mundial reviu em baixa a previsão de crescimento económico de Moçambique para 2,8% em 2026, uma redução de 0,7 pontos percentuais face às projecções divulgadas em Junho, apontando como principais factores a fraqueza persistente do investimento, a escassez de divisas e os efeitos da agitação pós-eleitoral. As projecções constam do relatório Global Economic Prospects, publicado esta terça-feira, 13 de Janeiro, em Washington, no qual a instituição antecipa uma recuperação moderada da economia moçambicana em 2027, com um crescimento estimado de 3,5%, após a desaceleração registada em 2025, quando a economia cresceu apenas 1,1%. Segundo os economistas do Banco Mundial (BM), o desempenho económico de Moçambique no último ano foi condicionado por “fraqueza persistente do investimento, agravamento das restrições cambiais e pelos efeitos da instabilidade pós-eleitoral”, factores que continuam a pesar sobre a retoma económica.advertisement Apesar da revisão em baixa para Moçambique, o relatório sublinha que as condições de financiamento começaram a melhorar em várias economias africanas, incluindo Angola, que tem vindo a recuperar o acesso aos mercados internacionais de capitais. No caso angolano, o BM manteve a previsão de crescimento económico em 2,6% para este ano, com uma aceleração para 2,8% em 2027, destacando, no entanto, que a economia continua penalizada pela fragilidade do sector petrolífero. “Angola, apesar dos ganhos nos sectores não petrolíferos, foi penalizada pela fraqueza do sector do petróleo”, refere o documento, acrescentando que o crescimento foi travado pela queda dos preços do crude, pelo subinvestimento e pelo envelhecimento dos campos petrolíferos. Entre os restantes países africanos de língua portuguesa, Cabo Verde deverá crescer 5,2% este ano e 5% em 2027, registando uma ligeira revisão em baixa face às previsões anteriores, enquanto a Guiné Equatorial deverá apresentar um crescimento de 0,4% este ano e de 1% em 2027. A Guiné-Bissau é a única economia lusófona africana, a par de Angola, que não sofreu revisão em baixa, mantendo uma previsão de crescimento de 5,2% este ano e no próximo. São Tomé e Príncipe deverá crescer 4% este ano e 3,5% em 2027, após revisões em baixa de 0,6 e 0,8 pontos percentuais, respectivamente. No relatório sobre a África Subsaariana, o Banco Mundial alerta que, apesar da melhoria geral das perspectivas económicas, os ganhos em rendimento per capita continuam insuficientes para reduzir significativamente a pobreza e criar emprego na região. “Os riscos para as previsões permanecem inclinados para o lado negativo”, advertem os economistas, apontando, entre outros factores, a redução da procura externa, a volatilidade dos preços das matérias-primas, o agravamento da instabilidade política regional e a diminuição do apoio financeiro dos doadores internacionais. O Banco Mundial revê ligeiramente em alta a previsão de crescimento da África Subsaariana em 2026, de 3,7% para 4%, impulsionada pela desaceleração da inflação e pela subida dos preços de algumas matérias-primas, com destaque para o ouro, alertando, contudo, que a média regional esconde realidades económicas muito distintas entre os países.advertisement

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