
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 1,59 dólares acima dos 63,87 com que encerrou as transações na segunda-feira.
O Brent reagiu em alta ao receio entre os investidores com possíveis interrupções do fornecimento de petróleo do Irão, um dos maiores produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), em resultado dos protestos antigovernamentais em todo o país, cuja repressão já causou milhares de mortos.
A cotação do petróleo é a mais alta desde governo, situação que decorre de Donald Trump ter ameaçado impor uma taxa alfandegária de 25% às importações provenientes de países que mantenham relações comerciais com o Irão.
A subida da cotação resultou também de Trump ter instado os iranianos a continuar a protestar e afirmado que “a ajuda está a caminho”, o que avivou os receios com uma possível intervenção militar dos EUA no Irão, que, por sua vez, poderia levar a maiores interrupções na disponibilização do petróleo iraniano.
A analista Razan Hilal, da Forex, disse, na sua análise semanal, que depois do rapto do presidente venezuelano, Nicolas Maduro, Trump agora centra-se em uma mudança de regime no Irão, o que vai ter efeitos muito mais “profundos” nos mercados globais.
“O Irão vai continuar a ser o quarto maior produtos da OPEP. Se uma mudança positiva, combinada com a flexibilização das sanções poderia permitir o regresso de uma maior quantidade de petróleo ao mercado, uma transição não pacífica provavelmente causaria riscos de represálias em toda a região, aumentando a incerteza sobre a disponibilidade de petróleo”, antecipou Hilal.
Além do Irão, os investidores também estão a acompanhar de perto a situação da invasão russa da Ucrânia e a relativa à Gronelândia.
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