“Os dois satélites VHR-light submétricos (de observação ótica de alta definição da superfície terrestre) juntam-se aos satélites VHR de 1ª geração em desenvolvimento em Portugal, ao satélite GeoSat-2 que, estando em órbita, contribui já para a Constelação do Atlântico e ainda a um satélite precursor, atualmente em fase de comissionamento”, descreve a instituição sediada em Matosinhos, no Porto, em comunicado. A Constelação do Atlântico “é um projeto âncora do setor espacial português, apoiado pelo PRR — Plano de Recuperação e Resiliência, no âmbito da Agenda NewSpace Portugal, conduzido sob a liderança estratégica do CEiiA e da Força Aérea Portuguesa e com a participação do CTI Aeroespacial, da N3O e da GEOSAT” e integra satélites óticos e de radar para observação da Terra e pretende, de acordo com o centro de engenharia, “posicionar Portugal para o fornecimento global de serviços de observação e de dados para os setores da defesa, segurança e sustentabilidade”. Como exemplos de aplicações, o CEiiA indica a “prevenção e gestão de catástrofes, estimação de ‘stocks’ de carbono, planeamento urbano e reconhecimento e serviços de informações”. De acordo com a instituição, “a primeira geração de satélites óticos da Constelação está atualmente em desenvolvimento, em Portugal, pelo CEiiA e pela N3O (primeiro fabricante nacional de satélites de Observação da Terra de média dimensão)”. Os satélites radar de 1ª geração “estão a cargo do CTI Aeroespacial e da Força Aérea Portuguesa”. O CEiiA adianta no comunicado que tornaram-se necessários “satélites adicionais que possam fazer uso de capacidade produtiva adicional à capacidade da N3O, que estará preenchida até ao final do PRR”, pelo que o consórcio “lançou um concurso público internacional para o desenvolvimento e fornecimento de satélites óticos para a segunda geração e alargamento da constelação inicial de quatro satélites”. O CEiiA observa que o projeto Constelação do Atlântico se tornou numa “referência na Europa, tendo sido apresentado no início de janeiro ao Comissário Europeu da Defesa e do Espaço, Andrius Kubilius, e estando alinhado com requisitos de programas espaciais europeus como o European Resilience from Space (ERS) e o Serviço Governamental de Observação da Terra do Copernicus (EOGS)”. Neste ciclo do projeto, a dimensão nacional da Constelação do Atlântico é composta por 12 satélites (9 óticos e 3 radar), podendo ainda crescer até aos 16. A Constelação do Atlântico, lançada em 2019, permitirá revisitar, em média, qualquer ponto na superfície terrestre em menos de três horas. Leia Também: Airbus anuncia contrato para fabricar 340 satélites para a Eutelsat

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