O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, apontou, nesta terça-feira (13), como desafio para 2026 a aposta na produção interna de bens e serviços, particularmente de bens alimentares, para prosseguir a trajectória de desaceleração da inflação, que atingiu 15,70% em 2025. De acordo com a Lusa, Manuel Tiago Dias falava à imprensa sobre a evolução da taxa de inflação em 2025 e os principais factores que contribuíram para a sua desaceleração. Na ocasião, o responsável referiu que este ano deverão entrar em funcionamento várias unidades industriais, o que contribui para o aumento da oferta de bens essenciais de consumo. A inflação homóloga em Angola fixou-se em 15,70% em Dezembro de 2025, uma desaceleração de 11,80 pontos percentuais face ao mesmo mês de 2024, quando os preços subiam 27,50%, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).advertisement Segundo uma nota do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), a inflação desacelerou também em relação ao mês anterior, quando se situava em 16,56%, recuando 0,86 pontos percentuais. O governador do BNA apontou que contribuíram para a queda da inflação a estabilidade cambial, o aumento da oferta de bens da economia e o controlo dos instrumentos de pagamento, particularmente os meios de pagamentos em moeda nacional, em 2025. “E para coroar tudo, tivemos um aumento das nossas reservas internacionais, o que nos coloca numa condição favorável para continuarmos a seguir com o esforço de redução da inflação na nossa economia e, com isso, também irmos contribuindo para a recuperação do poder de compra da população”, afirmou o governador do BNA, citado pela rádio pública angolana. No que se refere à estabilidade cambial, Dias realçou que 2025 registou “uma taxa de câmbio praticamente inalterada”, por várias razões, particularmente pelo aumento substancial de divisas no mercado cambial. “Os bancos comerciais em 2025 compraram às companhias petrolíferas, às companhias diamantíferas e também a clientes diversos – naquilo que chamamos compras regulares – cerca de 8,8 mil milhões de dólares que comparam com 7 mil milhões de dólares no mesmo período do ano de 2024”, frisou o responsável. Manuel Tiago Dias sublinhou ainda que o montante adquirido corresponde ao período entre Janeiro e Novembro de 2025.
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