advertisemen tO Governo prevê que a economia comece a inverter, já no primeiro trimestre, o cenário de recessão que se arrasta desde 2024, na sequência da contestação pós-eleitoral marcada por agitação social e destruição de infra-estruturas socioeconómicas. A informação foi avançada esta terça-feira (13), em Maputo, pelo secretário de Estado do Tesouro e Orçamento, Amílcar Tivane, no final da reunião semanal do Conselho de Ministros. Na ocasião, o governante recordou que “em 2024, o País viveu uma tensão pós-eleitoral que se saldou na destruição de infra-estruturas socioeconómicas.” Segundo explicou, esse contexto teve impactos significativos sobre o sector produtivo, com custos avaliados “na ordem normal de centenas de milhões de dólares”, afectando negativamente o desempenho da actividade económica nacional.advertisement Em declarações à imprensa, o secretário de Estado do Tesouro e Orçamento esclareceu ainda que a decisão do Governo de pagar, até Fevereiro, 40% do 13.º salário de 2025 à função pública e aos pensionistas – contra 50% pagos em 2024 – resulta de uma reavaliação do quadro macroeconómico. De acordo com o governante, o Executivo procedeu à comparação entre as previsões iniciais de crescimento económico para 2025, estimadas em 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB), e as projecções revistas no fecho do ano, à medida que nova informação económica foi sendo incorporada. “Vamos continuar a trabalhar no sentido de fazer a gestão da política macroeconómica para apoiar a trajectória de recuperação da economia”, afirmou, sublinhando que o País se encontra actualmente em recessão técnica. “A expectativa do Governo é que a partir do primeiro trimestre estejamos a registar taxas de crescimento trimestrais positivas”Amílcar Tivane Ainda segundo Amílcar Tivane, “a expectativa do Governo é que a partir do primeiro trimestre estejamos a registar taxas de crescimento trimestrais positivas”, permitindo ao País aproximar-se da meta de crescimento real do PIB projectada para 2026. O governante recordou que, no último trimestre de 2024 – período marcado por manifestações e protestos pós-eleitorais após as eleições gerais de 9 de Outubro daquele ano – a economia registou um crescimento negativo de cerca de 6% do PIB. Esse cenário contribuiu igualmente para uma desaceleração progressiva ao longo de 2025, com uma queda de 3,9% no primeiro trimestre, de 1,9% no segundo trimestre e de 0,9% no terceiro trimestre, mantendo a economia em território negativo. “Temos uma recessão que, ao longo do tempo, vai-se tornando menos pronunciada”, afirmou, apontando para uma expectativa de crescimento económico em torno de 2,9% em 2026. Fonte: Lusaa dvertisement

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