O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, defendeu esta sexta-feira (9) que o principal desafio para 2026 passa pelo reforço da produção interna de bens e serviços, com especial enfoque nos produtos alimentares, como forma de sustentar a trajectória de desaceleração da inflação registada no último ano, segundo informou a Lusa. Falando à imprensa sobre os dados mais recentes do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), o governador sublinhou que o aumento da capacidade produtiva interna será determinante para ampliar a oferta de bens essenciais e, assim, contribuir para a estabilidade dos preços. A taxa de inflação homóloga fixou-se em 15,70% no mês de Dezembro de 2025, representando uma queda de 11,80 pontos percentuais face ao mesmo período de 2024, quando se situava nos 27,50%. Também em relação a Novembro, que registara uma taxa de 16,56%, houve um recuo de 0,86 pontos percentuais.advertisement De acordo com Manuel Tiago Dias, a redução da inflação ao longo de 2025 deveu-se a um conjunto de factores, entre os quais se destacam a estabilidade cambial, o aumento da oferta de bens no mercado e uma gestão mais apertada dos instrumentos de pagamento, sobretudo em moeda nacional. O governador assinalou ainda que o País registou um aumento das reservas internacionais, o que, segundo frisou, “coloca Angola numa condição favorável para continuar com o esforço de redução da inflação e, com isso, contribuir para a recuperação do poder de compra da população”. No domínio cambial, 2025 ficou marcado por uma taxa de câmbio praticamente inalterada, resultado do acréscimo da disponibilidade de divisas no mercado interno. Entre Janeiro e Novembro, os bancos comerciais adquiriram, junto de companhias petrolíferas, diamantíferas e outros clientes, um total de 7,4 mil milhões de euros, um aumento face aos cerca de 5,9 mil milhões de euros registados no mesmo período de 2024. O governador reiterou que o arranque de novas unidades industriais previsto para este ano deverá reforçar a oferta interna e aliviar as pressões inflacionistas, consolidando o percurso descendente dos preços observado ao longo do ano passado.

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