Cientistas coreanos desenvolveram uma nova tecnologia de purificação de ar à base de água, uma espécie de neblina, cujas gotículas em escala nanoscópica capturam até mesmo as partículas de poeira invisíveis. A técnica combina as nanogotículas de água com uma esponja, com poros também na escala nanométrica, que absorve a água de forma autónoma, sem necessidade de bombeamento ou sucção, permitindo a remoção da poeira sem a utilização de filtros, numa operação silenciosa, segura e de longo prazo. O dispositivo experimental superou várias limitações dos purificadores de ar convencionais, eliminando a necessidade de troca de filtros, não produzindo ozónio e removendo até mesmo partículas ultrafinas, como PM0,3 (diâmetro de 0,3 micrómetros), que correspondem a cerca de 1/200 da espessura de um fio de cabelo humano.advertisement Além disso, os testes demonstraram uma capacidade de limpeza do ar num curto período de tempo, alta estabilidade e grande durabilidade, sem perda de desempenho mesmo durante a utilização prolongada. Numa câmara experimental de 0,1 metros ao cubo, o dispositivo removeu 99,9% de diversas partículas, na faixa de PM0,3 a PM10, em 20 minutos. Especificamente em relação à poeira mais fina, removeu 97% da poeira ultrafina PM0,3, que hoje é muito difícil de eliminar com purificadores de ar convencionais com filtro, e a limpeza foi obtida em apenas cinco minutos. Esta limpeza conseguiu-se pela combinação de duas tecnologias: a electropulverização de água sem ozónio e as nanofibras higroscópicas, ambas desenvolvidas por pesquisadores do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST). No interior do purificador vão um electrodo de alta tensão, um absorvedor, feito de nanofibras que absorvem água autonomamente, e um polímero com microcanais, que transportam água por acção capilar. O sistema possui uma estrutura auto-suficiente que fornece água automaticamente sem a utilização de bombas, garantindo uma operação estável e duradoura. Além disso, o consumo de energia é muito baixo (apenas 1,3 W), sendo menor que o de um carregador de telemóvel e equivalente a apenas 5% do gasto de purificadores de ar convencionais com filtro HEPA (High Efficiency Particulate Air). Os resultados foram tão positivos que os pesquisadores já fundaram uma empresa para exploração comercial do novo purificador, ao planeiar colocá-lo no mercado o quanto antes. Fonte: Inovação Tecnológica
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