advertisemen tO Governo cabo-verdiano aprovou a criação de um observatório para recolher e sistematizar dados sobre violações de direitos humanos e apoiar recomendações e relatórios nacionais e internacionais, segundo uma resolução do Conselho de Ministros. “É criado o Observatório Nacional dos Direitos Humanos de Cabo Verde” (ONDHCV), cuja missão será “recolher e tratar informação proveniente de diferentes sectores, para disponibilizar dados desagregados e actualizados sobre a situação do país e apoiar a definição de políticas públicas”, lê-se na resolução publicada no Boletim Oficial, na sexta-feira (9). De acordo com a mesma, o observatório funcionará junto da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania (CNDHC) e terá natureza técnica e permanente, com autonomia funcional. Entre os seus objectivos estão a monitorização do cumprimento dos compromissos nacionais e internacionais assumidos por Cabo Verde, incluindo a Declaração Universal dos Direitos Humanos e os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), bem como o reforço da visibilidade destas matérias na agenda pública. O ONDHCV deverá ainda disponibilizar informação e indicadores a entidades públicas, organizações não-governamentais e à sociedade civil, apoiar a avaliação de políticas públicas e contribuir para a elaboração de estudos e respostas a recomendações internacionais. No âmbito das suas atribuições, ficará responsável pela compilação e divulgação de dados, manutenção de uma base de dados nacional de indicadores e apoio técnico à CNDHC na preparação de relatórios nacionais e internacionais. A resolução estabelece um dever especial de sigilo e confidencialidade no tratamento da informação recolhida e impõe às instituições públicas a obrigação de cooperar com o observatório, fornecendo os dados solicitados no exercício das suas competências. O observatório é um desejo da CNDHC manifestado nos últimos anos. Em 2024, a presidente do organismo, Eurídice Mascarenhas, anunciou que estava a ser preparado, concentrando-se inicialmente em crianças e adolescentes, com 48 indicadores definidos. “Uma coisa é a percepção, outra é a realidade. O observatório vai trazer essa objectividade, permitindo relatórios claros e acessíveis a toda a população, não apenas às instituições”, afirmou, acrescentando que haverá uma plataforma interactiva para que os cidadãos apresentem denúncias de violações de direitos humanos. Além disso, explicou que o organismo envolve parceiros nacionais estratégicos, como o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Instituto de Modernização e Inovação da Justiça e a Comissão Nacional de Protecção de Dados, e com cooperação internacional, nomeadamente o Brasil, para apoiar políticas públicas baseadas em evidências e reforçar a protecção de crianças e adolescentes. Fonte: Lusa

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts