Primeiro. Ontem, um político fez-me notar, com alguma razão, que várias pessoas que andaram a entregar com mel recados ao comentador televisivo Marques Mendes – na esperança de que tivessem eco no seu influente espaço na SIC – retratam o agora candidato como um perigoso traficante de influências. Há ironia nisto, claro, embora a surpresa seja só moderada. Era óbvio, desde o início, que o percurso profissional do candidato apoiado pelo PSD tinha esta fragilidade. Marques Mendes conhecia-a, mas ao contrário de António Vitorino – que sofria do mesmo tipo de calcanhar de Aquiles – pensou que valeria a pena arriscar. Não se provou ainda que a sua decisão foi errada, mas é visível que o próprio candidato, com todo o seu faro político, não estaria à espera que o assunto o perseguisse desta forma.

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