a d v e r t i s e m e n tAs universidades privadas de África estão a desempenhar um papel cada vez mais importante na investigação e no ensino superior em todo o continente, com contribuições crescentes para a produção científica e o desenvolvimento académico. Apoiadas por doadores internacionais e investidores privados, estão a proporcionar pesquisas, inovação e uma força de trabalho qualificada, que reforça tanto as economias locais como a posição do continente no mundo académico global.
De acordo com o AD Scientific Index 2026, que avalia instituições usando produção científica em tempo real e impacto dos investigadores, 471 universidades privadas em 54 países africanos foram avaliadas, com as instituições líderes a destacar-se particularmente pela sua força em ciência, tecnologia e pesquisa aplicada, juntamente com colaboração internacional e forte impacto académico local.
Embora Marrocos e Egipto dominem o panorama das universidades privadas do continente, a Nigéria e o Botsuana também registam desempenhos notáveis. No entanto, várias universidades privadas sul-africanas estão ausentes da lista mais recente, uma evolução que se destaca, tendo em conta as recentes reformas do ensino superior no país.
Domínio do Norte de África
A liderar o continente está a Universidade Politécnica Mohammed VI de Marrocos (2014), que ocupa a 138.ª posição a nível global. A instituição conta com 31 cientistas entre os 10% melhores nas suas áreas, reflectindo o seu foco em engenharia, energias renováveis e desenvolvimento impulsionado pela tecnologia.
Marrocos também conta com a Université Euro-Méditerranéenne de Fès (2012), que investiu fortemente em infra-estruturas de investigação e colaborações internacionais, reforçando ainda mais o perfil académico do país.
O Egipto segue de perto, com quatro instituições entre as dez melhores. A American University in Cairo (AUC), fundada em 1919, continua a liderar em produção de investigação e envolvimento global.
Outras instituições notáveis incluem a Future University (2006), a Arab Academy for Science & Technology and Maritime Transport (AASTMT) (1972) e a German University in Cairo (GUC) (2003), cada uma contribuindo para os avanços em engenharia, estudos marítimos e tecnologia.
A Universidade Britânica no Egipto (BUE) (2005) completa a representação do país, oferecendo um currículo baseado nos padrões do Reino Unido e com ênfase na investigação em STEM.
Actores emergentes da África Ocidental e Austral
A Nigéria tem duas universidades entre as dez melhores instituições privadas. A Covenant University (2002) é reconhecida pelos seus programas focados em pesquisa em tecnologia e negócios, enquanto a Maryam Abacha American University of Nigeria (MAAUN) (2021) representa o crescente sector de educação privada do país e o potencial para colaboração internacional.
A Botsuana International University of Science & Technology (BIUST) (2005) do Botsuana sublinha o investimento do país na educação STEM, destacando o seu papel como centro de investigação científica na África Austral.
Abaixo, a tabela com as dez melhores universidades africanas em 2026.
A lacuna sul-africana
A África do Sul, tradicionalmente considerada líder no ensino superior africano, está notavelmente ausente dos rankings das melhores universidades privadas.
Embora o país tenha várias instituições privadas de ensino superior, a maioria delas não tinha permissão para usar o título de “universidade”. Instituições como o St. Augustine College of South Africa e o South African Theological Seminary podiam conceder diplomas, mas eram classificadas de forma diferente sob os regulamentos antigos.
No entanto, uma nova política aprovada em Outubro de 2025 pelo Departamento de Ensino Superior e Formação permite agora que as instituições privadas qualificadas adoptem oficialmente o título de “universidade”, bem como classificações como faculdade universitária ou faculdade de ensino superior. Esta mudança poderá levar mais instituições privadas sul-africanas a juntarem-se ao ranking das universidades privadas com melhor desempenho em África nas futuras classificações.
Impacto da investigação e excelência do corpo docente
O AD Scientific Index avalia os percentis de sucesso entre os membros do corpo docente, fornecendo informações sobre o desempenho dos investigadores, a influência global e o impacto académico.
A presença de várias instituições de Marrocos, Egipto, Nigéria e Botsuana demonstra a capacidade das universidades privadas de cultivar investigadores de alto desempenho e promover a inovação.
Fonte: Business Insider Africa
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