Pelo menos 93 estabelecimentos comerciais, incluindo hotéis e bares, tiveram a licença de exploração suspensa em Moçambique por incumprimento das normas de higiene, segurança e limpeza, anunciou a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), citada esta quarta-feira, 7 de Janeiro, pela agência Lusa. Segundo o director de operações da INAE, Abel Bilal, os dados referem-se ao período compreendido entre Outubro do ano passado e a presente data e resultam de 312 denúncias submetidas por consumidores à instituição. “Foram ainda, neste processo, destruídas 54 900 unidades de produtos fora do prazo e mal conservadas. Parte desses produtos foi retirada a pedido dos próprios agentes económicos e outra parte foi encontrada nas prateleiras”, afirmou Abel Bilal, citado pela comunicação social. À margem do balanço global das acções desenvolvidas durante o período festivo, o responsável referiu igualmente que, no âmbito da fiscalização aos estabelecimentos de venda grossista de bebidas alcoólicas, foram apreendidas cerca de 5400 caixas de bebidas espirituosas, as quais deverão ser destruídas nos próximos dias. No dia 27 de Dezembro, a inspectora-geral da INAE, Shaquila Aboobacar, determinou o encerramento de pelo menos seis estabelecimentos de restauração e venda de bebidas na província de Manica, centro do País, por violação das normas de higiene. Na mesma operação, mais de 4 mil produtos fora do prazo de validade e em estado de deterioração foram destruídos. Segundo a inspectora-geral, o encerramento resultou de acções de fiscalização realizadas entre os dias 22 e 24 de Dezembro, que abrangeram pelo menos 14 unidades económicas, no contexto das celebrações festivas. “A fiscalização culminou com a suspensão temporária das actividades em seis estabelecimentos de restauração e bebidas, por incumprimento das normas de higiene, limpeza e segurança no processo de preparação das refeições”, declarou. A responsável acrescentou que, durante as inspecções, foram identificados produtos deteriorados e mal conservados expostos para venda, bem como deficiências significativas de higiene e limpeza em cozinhas e armários dos estabelecimentos fiscalizados.
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