O director Nacional do Comércio e Prestação de Serviços no Ministério da Economia, Joel Nhassengo, avançou que 311,7 mil turistas visitaram Moçambique durante as festividades do Natal e fim de ano, gerando uma receita de 22,7 milhões de euros. Falando nesta quarta-feira, 7 de Janeiro, durante a apresentação do Balanço Preliminar Sobre a Época das Festas, o responsável descreveu que o número de hóspedes recebidos corresponde a cerca de 2,3% acima do previsto, acrescentando que, desde 15 de Dezembro, foram realizados no País 199 eventos de passagem de ano, sobretudo nos destinos turísticos costeiros, cuja taxa de ocupação de estâncias turísticas variou entre 33% e 100%. Citado numa publicação da Lusa, o responsável fez saber que o período das festas foi caracterizado pela elevada mobilidade populacional e intensificação da actividade económica, com o Governo a assegurar a estabilidade de preços, e da disponibilidade dos serviços e produtos. “De forma geral, o período festivo decorreu com tranquilidade e normalidade no funcionamento da economia. Registaram-se algumas ocorrências pontuais, sobretudo associadas ao aumento da circulação rodoviária e transfronteiriça e à pressão sobre determinados serviços. Essas situações foram prontamente acompanhadas pelas autoridades competentes através de respostas coordenadas”, explicou. Por seu turno, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) destacou o crescimento do turismo e do comércio durante a quadra festiva, elogiando a actuação da segurança para garantir a circulação de pessoas e bens com tranquilidade. “Os resultados do turismo foram encorajadores, porque foram impulsionados pela forte procura dos destinos associados a estabelecimentos de sol de praia bem como safari, turismo cultural e de natureza, que representam a maior fatia na procura”, disse Vasco Manhiça, responsável pelo Pelouro do Turismo na CTA. Manhiça sublinhou que os números referentes voltaram a subir, contrariando os dados do ano anterior, em que o sector foi afectado pelos protestos pós-eleitorais (eleições gerais de 2024, cujo vencendor foi o candidato da Frelimo, Daniel Chapo), quando estava ainda a recuperar dos efeitos da pandemia de covid-19. Já a Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) revelou ter suspendido, pelo menos, 93 estabelecimentos económicos e comerciais, com destaque para os de restauração e bebidas, por incumprimento de normas de higiene, segurança e limpeza, acrescentando que foram destruídas mais de 54,9 mil unidades de produtos diversos fora de prazo e mal conservados. Abel Bilal, director de Operações do INAE, adiantou também que recebeu 312 denúncias de diversas irregularidades, quando, no mesmo período, monitorizou 4417 unidades económicas, tendo sensibilizado, pelo menos, 2012 dessas unidades face às medidas de segurança e higiene. “Quanto à monitorização de estabelecimentos de comércio de bebidas alcoólicas a grosso, temos neste momento cativadas cerca de 5400 caixas de bebidas espirituosas que aguardam os passos subsequentes para a sua destruição”, concluiu.
Painel