a d v e r t i s e m e n tA África do Sul condenou os Estados Unidos da América (EUA) pelos ataques militares unilaterais contra a Venezuela e pela captura do Presidente Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores, classificando as acções como uma violação do direito internacional e uma ameaça à estabilidade global.

Falando numa reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) nesta segunda-feira (5), o representante permanente adjunto interino, Jonathan Passmoor, afirmou que a operação dos EUA minou a soberania da Venezuela e os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas.

“A força ilegal e unilateral desta natureza mina a estabilidade da ordem internacional e o princípio da igualdade entre as nações”, afirmou responsável ao órgão de 15 membros.

A condenação seguiu-se à incursão das forças especiais dos EUA em Caracas, Venezuela, no sábado (3), durante a qual Maduro e a sua mulher foram detidos e levados para Nova Iorque. No domingo, Maduro compareceu no Tribunal Federal de Manhattan, declarando-se inocente das acusações de tráfico de drogas e armas.

Washington afirmou que pretende supervisionar a Venezuela até que ocorra uma “transição judiciosa”, ao mesmo tempo que afirma o controlo sobre as vastas reservas de petróleo do país.

Passmoor alertou que invasões militares a Estados soberanos agravam, muitas vezes, as crises, citando a Líbia, o Iraque e intervenções em África como exemplos.

“Vimos exemplos disso na Líbia, no Iraque e em inúmeros casos em África, onde intervenções e interferências estrangeiras criam crises de segurança e minam as instituições de governança nacional cultivadas em contextos nacionais complexos e cheios de nuances.”

O governante salientou que as alegações de falhas de governação ou actos criminosos por parte de líderes não podem justificar violações do Artigo 2 (4) da Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.

A África do Sul instou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a defender o direito internacional e a apoiar o diálogo entre os próprios venezuelanos. Vários países da América Latina também apelaram a uma resolução pacífica sem interferência externa.

A reunião do Conselho de Segurança da ONU destacou os receios de que a acção dos EUA possa criar um precedente para outras potências justificarem invasões, levantando preocupações sobre uma maior instabilidade na ordem global.

Fonte: APAnews

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