advertisemen tO Centro de Satélites das Nações Unidas (UNOSAT) estima a existência de 317 quilómetros quadrados de terrenos inundados nas províncias de Sofala e de Inhambane, nas regiões Centro e Sul de Moçambique, devido às chuvas que se fazem sentir há vários dias. A informação consta de um relatório divulgado pela entidade com imagens de satélite recolhidas no dia 31 de Dezembro, onde foi analisada uma área total de 31 416 quilómetros quadrados. No documento mencionado pela Lusa, descreve-se que as áreas inundadas “representam uma exposição potencial às cheias a cerca de 2242 pessoas, que vivem nas zonas afectadas”, acrescentando que os dados carecem de verificação no terreno. “As imagens apontam os distritos de Buzi, Chibabava, Dondo, Gorongosa, Machanga, Muanza, Nhamatanda e cidade da Beira, na província de Sofala (centro), e Govuro, na província de Inhanbane (sul), como os mais problemáticos”, avançou. No dia 24 de Dezembro, as autoridades anunciaram o resgate de um casal que ficou preso sobre uma rocha devido às inundações no rio Vanduzi, no distrito de Gorongosa, em Sofala. De acordo com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), os indivíduos ficaram presos quando tentavam atravessar para outra margem. “Para o resgate do casal foi solicitado o apoio da companhia Zambeze Delta Safaris (ZDS), que usou um helicóptero de combate à caça furtiva e conservação para salvar as vítimas”, informou a ANAC, citada numa publicação da agência portuguesa. Em Outubro passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais (217,1 milhões de dólares). No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais (93 milhões de dólares) da verba necessária. Moçambique é considerado um dos países mais severamente afectados pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre anualmente entre Outubro e Abril. Só entre Dezembro e Março últimos, na última época ciclónica, Moçambique foi atingido por três ciclones, incluindo o Chido, o primeiro e mais grave, no final de 2024. O número de ciclones que atingem o País “tem vindo a aumentar na última década”, bem como a intensidade dos ventos, alerta-se no relatório do Estado do Clima em Moçambique 2024, do Instituto de Meteorologia de Moçambique, divulgado em Março. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement

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