advertisemen tO secretário de Estado dos Transportes, Chinguane Mabote, reconheceu a existência de agentes da polícia rodoviária envolvidos em actos de corrupção nas estradas nacionais e indicou que “os funcionários que não estejam dispostos a seguir a lei devem voltar para casa”. “Muitos agentes da polícia rodoviária já foram convidados a sair, sobretudo os prevaricadores. Se não querem trabalhar dentro dos instrumentos legais, arrumem as suas coisas e vão para casa”, afirmou o responsável na província de Gaza, região sul do País, durante os trabalhos de monitorização das actividades de fiscalização rodoviária. De acordo com Mabote, o Governo está a implementar medidas para ajudar a reduzir os acidentes de viação nas estradas moçambicanas, num momento em que os índices no País são classificados como dramáticos, com as autoridades a apontarem o excesso de velocidade e a condução sob efeito de álcool como as principais causas.advertisement Em Setembro, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, indicou que o País apresenta o maior índice de acidentes de viação na região da África Austral, considerando a situação “inaceitável” e evitável, acrescentando que há aspectos comuns identificados nos acidentes, como “excesso de lotação” e de velocidade, o que demonstra a “imprudência” por parte dos condutores. “Há um conjunto de medidas que foram tomadas a nível do Governo e que estão a ser implementadas agora, em coordenação com a polícia de trânsito e o Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) por forma a travar a sinistralidade”, avançou, apontando a necessidade de sensibilização dos condutores face ao aproximar da quadra festiva, época de “pico” dos acidentes no País. Por sua vez, a Federação Moçambicana das Associações dos Transportes (FEMATRO) defendeu a fiscalização e combate à corrupção na polícia para travar acidentes rodoviários, pedindo para integrar as comissões de inquérito aos casos de sinistralidade rodoviária. “As soluções partem, primeiro, pela fiscalização. O Governo tem que acabar com o nível elevado da corrupção que existe no seio da nossa polícia. Nós estamos há bastante tempo a pedir para que os nossos membros das associações, os transportadores, façam parte das equipes de fiscalização e não somos permitidos”, declarou o presidente da Fematro, Castigo Nhamane, em Maputo, garantindo não pretender substituir o fiscalizador, porque respeita o papel da polícia. Recentemente, o Governo anunciou o estabelecimento de pontos de descanso obrigatórios para condutores a cada 300 quilómetros e de revezamento de motoristas de longo curso como parte das medidas para travar os acidentes de viação no País.advertisement
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