
O oceano funciona como uma conta bancária onde toda a gente faz levantamentos, mas ninguém faz depósitos. E não é preciso ser banqueiro para perceber o que vai acontecer a essa conta a prazo, alerta o biólogo marinho e conservacionista Enric Sala. Apaixonado pelo universo de Jacques Cousteau e pela série “A Odisseia Submarina”, percebeu desde criança que também queria ser mergulhador. Aos 18 anos tirou o curso de mergulho e escreveu uma carta para a Cousteau Society, em Paris. Recebeu uma resposta simpática – tal como são as respostas que hoje dá a quem lhe escreve. É fundador do programa Mares Prístinos, da National Geographic Society, que ajudou a criar 31 das maiores áreas marinhas protegidas do mundo, cobrindo um total de 6,9 milhões de quilómetros quadrados. Integra o conselho de curadores da Fundação Oceano Azul e acredita que a melhor forma de convencer os governantes a proteger o mar é mostrar-lhes as maravilhas e as cores da vida marinha. “Primeiro atingimos o coração, depois o cérebro”. Aponta como exemplo o documentário “Oceano com David Attenborough”, que “estreou” em Portugal durante a inauguração da iniciativa Revive Our Ocean, no Oceanário de Lisboa.
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