a d v e r t i s e m e n tNa maior parte de África, o dia 25 de Dezembro é uma época de luzes, música e celebrações, mas não em todos os lugares. Em seis países, o Natal passa despercebido, silenciosamente ou como qualquer outro dia útil.

Dados da World Population Review mostram que nem todos os 206 países do mundo celebram o Natal, embora seja comemorado em nações predominantemente cristãs, como o Reino Unido e os Estados Unidos da América (EUA), e até mesmo em alguns países de maioria muçulmana, como Iraque, Síria e, surpreendentemente, os Emirados Árabes Unidos.

Em África, as tradições natalícias variam muito. Países como Zâmbia, Ruanda e Nigéria comemoram o dia com feriados públicos, festividades em grande escala e encontros comunitários. Em contraste, noutras partes do continente, o dia 25 de Dezembro passa silenciosamente, ou nem passa, moldado pelas crenças religiosas locais, tradições culturais e políticas governamentais.

Na Nigéria, por exemplo, o Natal é um grande evento nacional, celebrado com missas, reuniões familiares e festas públicas animadas que reflectem a grande população cristã do país. Da mesma forma, a África do Sul, as Seicheles e até mesmo o Egipto realizam cerimónias, apresentações musicais e eventos comunitários, ressaltando a importância do Natal para a vida social e cultural.

Países onde o Natal não é amplamente celebrado

Um pequeno número de nações africanas não reconhece formalmente o Natal nem o celebra como feriado público. Argélia, Líbia, Somália, Mauritânia, Guiné-Bissau e Marrocos enquadram-se nesta categoria. Embora existam comunidades cristãs, elas são pequenas, e as celebrações são normalmente privadas, discretas ou viradas para turistas, em vez de celebrações nacionais.

Na Argélia, por exemplo, os cristãos representam menos de 2% da população, e o dia 25 de Dezembro passa como qualquer outro dia. Na Líbia, onde cerca de 2,7% da população é cristã, as celebrações são em grande parte restritas a casas e reuniões privadas, muitas vezes ocorrendo sob a sombra da insegurança para as comunidades minoritárias.

Observância rigorosa e celebrações privadas

A Somália e a Mauritânia, ambas com quase 100% de muçulmanos, ignoram em grande parte o Natal, tratando o dia 25 de Dezembro como um dia normal de trabalho. Na Somália, as celebrações públicas são totalmente proibidas, reflectindo interpretações rigorosas da lei islâmica.

Marrocos e Guiné-Bissau são excepções notáveis. Em Marrocos, as principais cidades com sectores turísticos fortes, como Marraquexe e Casablanca, apresentam decorações festivas, menus especiais nos hotéis e missas à meia-noite para expatriados cristãos, misturando tradições europeias com a cultura local. A minoria cristã da Guiné-Bissau celebra discretamente em casa, muitas vezes com refeições modestas e pequenos presentes.

Abaixo, a tabela com os países africanos que não celebram o Natal:

Porque diferem as celebrações de Natal?

A variação na observância em toda a África é moldada pela religião, cultura e política governamental. Países com grandes populações cristãs, como a República Democrática do Congo, Lesoto e Namíbia, tratam o Natal como um grande evento nacional com feriados públicos, missas, reuniões familiares e celebrações comunitárias.

Em nações predominantemente muçulmanas, o Natal é tipicamente um evento privado ou discreto. As normas religiosas locais, por vezes reforçadas pela lei, limitam as festividades públicas, e considerações políticas ou de segurança podem restringir ainda mais as celebrações.

Em última análise, estas diferenças destacam como o Natal, um feriado reconhecido mundialmente, é vivido de forma diferente dependendo da fé local, das práticas culturais e da governação. Em alguns países africanos, traz luzes, música e celebrações públicas; noutros, continua a ser uma celebração tranquila e privada, ou passa como qualquer outro dia.

Fonte: Business Insider Africa

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