O Reino Unido vai disponibilizar cerca de 424 mil euros para reforçar a assistência técnica ao desenvolvimento do projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, uma infra-estrutura considerada estratégica para o reforço da capacidade energética de Moçambique, informou a agência Lusa. O apoio financeiro, correspondente a 500 mil dólares norte-americanos (424 mil euros), resulta de um memorando de entendimento assinado entre o Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (GMNK) e o Alto Comissariado Britânico, durante a recente visita ao País do enviado do Comércio do Reino Unido, o deputado Calvin Bailey. De acordo com uma nota divulgada pelo consulado britânico, o financiamento será canalizado através do Tony Blair Institute for Global Change (TBI). “O apoio financeiro disponibilizado pelo Governo do Reino Unido será implementado pelo Tony Blair Institute for Global Change (TBI), que irá prestar assistência técnica especializada ao GMNK ao longo de seis meses”, refere o comunicado publicado na página oficial do consulado britânico. Segundo a fonte, a intervenção do TBI terá como principal objectivo o reforço da capacidade institucional e técnica do Gabinete de Implementação do projecto. “O TBI irá prestar assistência técnica especializada ao GMNK por um período de seis meses, visando apoiar o desenvolvimento institucional e técnico do projecto hidroeléctrico”, indica a nota. O projecto de Mphanda Nkuwa insere-se na estratégia de Moçambique para aumentar a produção de energia eléctrica e diversificar a sua matriz energética. Está prevista a construção de uma central com capacidade instalada de 1500 megawatts, cuja entrada em operação está projectada para 2031. O empreendimento contempla igualmente a edificação de uma linha de transporte de energia de alta tensão, com uma extensão estimada entre 1350 e 1400 quilómetros, ligando a província de Tete, no centro do País, à cidade de Maputo, no sul. No passado dia 8 de Julho, o Governo autorizou as empresas estatais Electricidade de Moçambique (EDM) e Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) a adquirirem até 15% cada do capital social da futura central, num projecto global avaliado em cerca de 4,5 mil milhões de euros.
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