advertisemen tA TotalEnergies continua a investir no desenvolvimento humano. O programa de conteúdo local consolidou-se como uma das iniciativas mais ambiciosas, apostando na formação técnica de jovens e no fortalecimento das PME. A aposta da TotalEnergies em promover uma nova geração de técnicos e capacitar pequenas e médias empresas (PME) tem uma razão de ser. “Maximizar o conteúdo local está no coração da nossa estratégia. Estamos a formar competências e a construir bases sólidas para o futuro de Moçambique”, afirma Edna Simbine, responsável da área de conteúdo local da TotalEnergies. O pilar da formação e do emprego é o eixo central da estratégia. A abordagem baseia-se em três domínios: emprego e formação, fornecimento de bens e serviços por empresas moçambicanas e transferência de tecnologia. Na província de Cabo Delgado, a acção do projecto vai muito além de planos teóricos. Foram lançadas iniciativas de formação profissional em parceria com institutos locais, como o Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo (IFPELAC) e o Instituto Industrial e Comercial de Pemba (IICP). Centenas de formandos, entre os quais várias dezenas de mulheres, receberam formação técnica orientada para a empregabilidade. Além disso, mais de duas mil empresas moçambicanas estão registadas no portal de fornecedores do projecto, através da plataforma internacional Achilles, permitindo-lhes concorrer a processos de fornecimento na cadeia de valor. Este mapeamento é essencial para identificar lacunas e criar parcerias entre empresas nacionais e estrangeiras. Empreendedorismo: PME fortalecem o tecido económico O fortalecimento de empresas locais constitui o segundo pilar da estratégia. A política de conteúdo local estabelece que as concessionárias devem contratar bens e serviços de empresas moçambicanas sempre que apresentem condições equivalentes ou com um preço que não seja 10% superior à média dos fornecedores estrangeiros. Para concretizar este objectivo, o projecto organizou workshops e missões de negócios que reuniram empresas moçambicanas e internacionais, promovendo a criação de parcerias e a transferência de tecnologia. Foi igualmente criada uma “One-Stop Shop” em Pemba, que funciona como ponto de contacto directo entre o projecto e as empresas locais. Educação internacional e transferência de conhecimento O terceiro pilar da estratégia é o da formação e transferência de conhecimento. O consórcio Mozambique LNG concedeu bolsas de estudo e estágios internacionais a jovens moçambicanos, incluindo formações em França, Gana, Emirados Árabes Unidos e Portugal. Estas oportunidades visam fortalecer competências técnicas e promover a adopção de padrões internacionais de trabalho. Na província de Cabo Delgado, a acção do projecto vai muito além de planos teóricos. Foram lançadas iniciativas de formação profissional em parceria com institutos locais De acordo com a TotalEnergies, o projecto procura activar cadeias de valor que ultrapassem o sector de petróleo e gás, abrangendo áreas como construção, logística, transporte e serviços gerais. O objectivo é deixar um legado económico mais amplo e duradouro para o País. Género e inclusão: mulheres em novas frentes profissionais Uma das vertentes mais marcantes do programa é a inclusão das mulheres em áreas tradicionalmente masculinas. De acordo com Edna Simbine, dezenas de mulheres têm participado activamente nas formações técnicas, desafiando estereótipos e contribuindo para a criação de um ambiente de trabalho mais diverso e inclusivo. “Estamos a derrubar barreiras e a mostrar que as mulheres moçambicanas têm capacidade para ocupar qualquer espaço. A igualdade de género é um eixo essencial do nosso trabalho”, sublinha a gestora. Parcerias, regulação e sustentabilidade a longo prazo A implementação de toda esta estratégia de conteúdo local ocorre num contexto regulatório cada vez mais claro. O Diploma Ministerial n.º 55/2024, aprovado em Julho de 2024, veio definir as obrigações das concessionárias no que respeita à contratação de mão-de-obra moçambicana, concessão de bolsas de estudo e preferência na contratação de fornecedores locais. O quadro legal traz previsibilidade e transparência, reforçando a confiança dos investidores e consolidando o impacto económico do projecto. No plano social, o Mozambique LNG continua a investir em programas que visam o desenvolvimento das comunidades, com atenção à segurança rodoviária, juventude e educação, florestas e clima, bem como património cultural. “O que estamos a construir vai muito além de um projecto de gás. É um investimento directo nas pessoas, nas ideias e nas capacidades que farão o País avançar”, conclui Edna Simbine. Texto: Felisberto Ruco • Fotografia: DR
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