Ásia avança com impulso das tecnológicas. Queda do iene também influencia


As bolsas asiáticas terminaram a primeira sessão da semana natalícia com valorizações, acompanhando os ganhos do setor da tecnologia em Wall Street na passada sexta-feira. No Japão, a queda do iene em relação ao euro e ao franco suíço promete impulsionar os ganhos de exportação das empresas do país, levando a subidas das bolsas japonesas. 


A desvalorização da divisa nipónica acontece depois de o Banco do Japão aumentar as taxas de juros para o maior patamar em 30 anos, nos 0,75%, e sinalizar novas subidas no futuro, o que impactou negativamente a dívida pública.


Os analistas apontam para um forte fecho dos mercados este ano, isto porque o índice MSCI All Country World – um dos mais abrangentes medidores do mercado acionista – subiu pela terceira sessão consecutiva, elevando o seu ganho acumulado em 2025 para 20%. 


Pelo Japão, o Nikkei 225 subiu 1,81% para 50.402,39 pontos e o Topix ganhou 0,64% para 3.405,17 pontos. O sul-coreano Kospi – índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial – avançou 2,12% para 4.105,93 pontos e o índice de referência de Taiwan, o Taiex, pulou 1,64% para 28.149,64 pontos. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong valorizou 0,29% para 25.765,70 pontos e o Shanghai Composite ganhou 0,69% para 3.917,36 pontos, à medida que crescem as expectativas de que o Banco Popular da China possa flexibilizar a política monetária no próximo ano.


Os mercados de “commodities” estiveram em destaque, numa altura em que o ouro, a prata e o cobre atingem máximos históricos e o petróleo valoriza, com o aumento de tensões geopolíticas entre os EUA e a Venezuela. 


Os analistas consultados pela Bloomberg explicam ainda que as valorizações nas bolsas desta segunda-feira se devem às quedas dos preços no final da semana passada, com os investidores a aproveitarem os preços mais baratos. Além disso, o otimismo em relação à inteligência artificial voltou, aliado às apostas num corte das taxas de juro pela Reserva Federal dos EUA. 


Ao longo da semana sairão mais dados para medir o pulso aos EUA, como a evolução da economia, que vai dar mais “luz” aos investidores quanto à decisão da política monetária da Fed.  


Pela Europa, o desempenho será mais tranquilo, com os futuros do Euro Stoxx 50 a apontarem para uma ligeira queda de 0,2%.


Os analistas da TD Securities, citados pela Reuters, disseram que os mercados acionistas registaram os maiores fluxos de entrada semanais da história, com 98 mil milhões de dólares na semana passada, liderados por fundos de ações dos EUA. Também os chineses registaram o terceiro maior fluxo de entrada semanal de 2025.

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