A companhia Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciou que passou a integrar na sua frota uma aeronave do tipo Airbus A319, com capacidade para 148 passageiros, em regime de aluguer, com o objectivo de reforçar a capacidade operacional, principalmente face ao aumento da procura durante o período das festas de Natal e fim do ano. Numa nota citada pela Lusa, a transportadora descreve que, com a incorporação de mais uma aeronave, a empresa prevê reduzir a incidência de atrasos e cancelamentos de voos, assegurando maior regularidade das operações e uma experiência de viagem mais confortável e fiável para os seus passageiros. “Com esta operação, a LAM passa a dispor de sete aeronaves na sua frota operacional, número que permite responder de forma mais eficaz às necessidades actuais do mercado”, disse, reafirmando “o compromisso com a melhoria contínua da experiência do passageiro e com o reforço da confiança no serviço público de transporte aéreo nacional”. Na segunda-feira, 15 de Dezembro, a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) comunicou a aquisição de dois aviões próprios do modelo Embraer 190, avaliados em 25 milhões de dólares. A operação é vista como um pequeno passo para a companhia aérea, mas um avanço significativo para o País, no âmbito do processo de reestruturação em curso. O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho de Administração dos Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique, Agostinho Langa, entidade accionista da LAM, durante uma conferência de imprensa realizada em Maputo. “Não são aviões alugados, são aviões próprios da LAM”, sublinhou o responsável. As aeronaves Embraer 190 são aviões a jacto de médio porte, com capacidade para cerca de 100 passageiros, vocacionados para voos regionais e domésticos. Segundo Agostinho Langa, os dois aparelhos custaram 25 milhões de dólares e cumprem os padrões europeus de certificação, o que significa que obedecem a rigorosas normas internacionais de segurança, operação e manutenção. Há vários anos que a LAM enfrenta problemas operacionais relacionados com uma frota reduzida e falta de investimentos, com registo de alguns incidentes, não fatais, associados por especialistas à deficiente manutenção das aeronaves. Em Fevereiro, o Executivo anunciou a alienação de 91% das acções do Estado na companhia aérea através de negociação particular. O valor estimado a ser arrecadado com esta venda, cerca de 130 milhões de dólares (8,3 mil milhões de meticais), deverá destinar-se à aquisição de oito novas aeronaves e à reestruturação da empresa.
Painel