a d v e r t i s e m e n tOs Estados Unidos da América (EUA) condenaram, nesta quinta-feira (18), a recente detenção pela África do Sul, de funcionários norte-americanos que, segundo eles, estavam a prestar apoio ao grupo minoritário afrikaner.
De acordo com a Reuters, dois funcionários do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos da América (USCIS), responsáveis por refugiados, foram detidos brevemente e depois libertados durante a operação na terça-feira (16).
O Ministério do Interior da África do Sul afirmou que nenhum funcionário norte-americano foi preso.
Na quarta-feira, as autoridades sul-africanas anunciaram ter prendido e que iriam deportar sete cidadãos quenianos que trabalhavam ilegalmente no processamento de pedidos de refúgio para o Governo norte-americano.
“Os EUA condenam veementemente a recente detenção pelo Governo sul-africano de funcionários americanos que cumpriam as suas funções de prestar apoio humanitário aos afrikaners”, afirmou o Departamento de Estado em comunicado, referindo-se ao grupo minoritário de ascendência holandesa da África do Sul.
A Administração do Presidente Donald Trump pretende levar milhares de sul-africanos brancos para os EUA com base em alegações de que são vítimas de perseguição racial, o que o Governo da África do Sul nega.
Durante o seu segundo mandato, Trump fez repetidamente alegações falsas sobre o tratamento dado pela África do Sul à sua minoria branca e usou isso como justificação para cortar a ajuda e excluir a África do Sul das reuniões do Grupo dos 20 (G20).
O Departamento de Estado norte-americano disse na quinta-feira que as informações dos passaportes de funcionários norte-americanos também foram divulgadas publicamente, o que considerou “uma forma inaceitável de assédio”. “Apelamos ao Governo da África do Sul para que tome medidas imediatas para controlar esta situação e responsabilizar os culpados”, fez saber o organismo.
Por sua vez, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da África do Sul respondeu que tomou nota de “uma alegação infundada sobre as informações privadas de funcionários dos EUA.”
“A África do Sul trata todas as questões de segurança de dados com a máxima seriedade… Rejeitamos categoricamente qualquer sugestão de envolvimento do Estado em tais acções”, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado, acrescentando que iria procurar obter mais esclarecimentos do Governo dos EUA através dos canais oficiais e que iria salientar que “os compromissos bilaterais devem basear-se no respeito mútuo e no diálogo factual”.
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