a d v e r t i s e m e n tA TechnipFMC — uma empresa global de petróleo e gás franco-americana, domiciliada no Reino Unido, que fornece serviços para a indústria de energia — foi contemplada com um contrato de Engenharia, Aquisição, Construção e Instalação (EPCI, em inglês) para o projecto Coral Norte, a segunda plataforma flutuante de gás natural liquefeito (GNL) liderada pela petrolífera italiana Eni, localizada na Área 4 da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.

De acordo com o site Offshore Magazine, a entidade será responsável por fabricar e instalar dutos (tubulações para transportar fluidos) e risers (curvo que conecta o fundo do mar à superfície) flexíveis, além de manifolds e umbilicais submarinos (componentes cruciais na exploração de petróleo e gás, que actuam juntos no leito marinho), acrescentando que o contrato está avaliado em cerca de 500 milhões de dólares.

“Vamos aproveitar a experiência adquirida com o sucesso do projeto Coral Sul — o primeiro projeto FLNG do mundo em águas ultraprofundas — para replicar a nossa estratégia comprovada com uma abordagem aprimorada”, disse Jonathan Landes, presidente da divisão da TechnipFMC.

Em Outubro, o Presidente da República, Daniel Chapo, e o CEO da Eni, Claudio Descalzi, assinaram em Maputo, a Decisão Final de Investimento (FID) para o Coral Norte. O projecto será operado pela Eni, em nome da Rovuma Mozambique Venture (MRV), um consórcio com 70% de interesse participativo, e de que também fazem parte a ExxonMobil e a China National Petroleum Corporation (CNPC), enquanto a ENH, a KOGAS e a Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC) têm 10%.

Mais-valias para a economia moçambicana

Em Abril, o Governo revelou esperar arrecadar 23 mil milhões de dólares em receitas, impostos e outras contribuições ao longo dos próximos 30 anos com o Coral Norte. A estimativa foi anunciada pelo porta-voz do Executivo, Inocêncio Impissa, após aprovação do plano de desenvolvimento da nova unidade de exploração, que prevê a produção de 3,5 milhões de toneladas por ano e o arranque das operações para 2028.

O projecto contempla ainda a disponibilização ao mercado interno de 25% do gás produzido, como estabelece a legislação nacional, bem como 100% do condensado para produção de energia em Moçambique, contribuindo directamente para a industrialização e autonomia energética do País.

Coral Norte vai gerar mais de mil postos de trabalho directos

Com um investimento total estimado em 7,2 mil milhões de dólares (460 mil milhões de meticais), o projecto Coral Norte criará 1400 postos de trabalho directos para moçambicanos. Segundo Impissa, está igualmente previsto um plano de sucessão que visa formar quadros nacionais e aumentar a qualificação da mão-de-obra no sector de petróleo e gás.

O plano agora aprovado integra uma nova unidade FLNG (Floating Liquefied Natural Gas), semelhante à que opera desde 2022 na Área Coral Sul, também sob responsabilidade da Eni. Esta segunda plataforma incluirá seis poços de produção e a infra-estrutura de liquefacção flutuante instalada no alto-mar.

Segundo fonte da Eni, os processos de aquisição de equipamentos, estudos de impacto ambiental e contratos de perfuração estão em curso desde 2023, em articulação com o Governo e os parceiros do consórcio da Área 4.

O investimento reforça a presença de Moçambique no panorama energético global, particularmente no contexto da transição para fontes menos poluentes. De acordo com um estudo da consultora Deloitte, as reservas de gás natural liquefeito do País poderão gerar até 100 mil milhões de dólares em receitas ao longo das próximas décadas.

O mesmo relatório projecta Moçambique como um dos dez maiores produtores mundiais de gás até 2040, podendo representar cerca de 20% da produção total africana.

Previstas receitas de 100 mil milhões de dólares até 2040

A consultora Deloitte estima que as reservas de gás natural localizadas em Moçambique representem receitas potenciais de 100 mil milhões de dólares, destacando a importância internacional do País no processo da transição energética.

“As vastas reservas de gás poderão fazer de Moçambique um dos dez maiores produtores mundiais, responsável por 20% da produção de África até 2040”, refere a consultora por meio de um relatório sobre as Perspectivas Energéticas de África

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