a d v e r t i s e m e n tA migração africana para os Estados Unidos da América (EUA) tem crescido constantemente nas últimas duas décadas, impulsionada por oportunidades de emprego, educação, reunificação familiar e vias humanitárias.
De acordo com o Migration Policy Institute (dedicado à análise de movimentos migratórios em todo o mundo), a população imigrante africana nos EUA mais do que triplicou desde 2000, tornando-se um dos grupos que mais crescem no país.
Os africanos nos EUA têm origens culturais, linguísticas e profissionais diversas, com a Nigéria, Etiópia, Gana, Quénia e África do Sul representando mais de metade de todos os residentes nascidos em África.
Entre 2010 e 2024, a população imigrante africana cresceu cerca de 90%, significativamente mais rápido do que a população estrangeira em geral.
Além do seu número crescente, os africanos têm desempenhado um papel importante no desenvolvimento dos EUA, contribuindo para os avanços na tecnologia, medicina, inovação científica, negócios e educação. Muitos profissionais de África têm participado em pesquisas pioneiras, liderado startups, melhorado a prestação de cuidados de saúde e enriquecido as universidades e indústrias norte-americanas. O seu impacto demonstra a influência crescente do talento africano em vários sectores da sociedade americana.
O Texas lidera a lista, seguido por Nova Iorque, Califórnia e Maryland. Estes estados abrigam comunidades africanas estabelecidas há muito tempo, apoiadas por redes profissionais, universidades e empresas locais prósperas.
Embora estados como Minnesota e Nova Jersey tenham uma classificação ligeiramente inferior em números absolutos, estas regiões mantêm comunidades vibrantes com forte influência cultural e económica. Estados com populações menores, como Ohio e Massachusetts, abrigam milhares de residentes de África, demonstrando a presença generalizada de imigrantes africanos nos EUA.
Contexto político: acções recentes que afectam os imigrantes africanos
As recentes políticas de imigração do Governo do Presidente Donald Trump trouxeram desafios para os migrantes africanos. Entre eles estão o congelamento de pedidos de alguns países, a redução do número de admissões de refugiados e regras mais rígidas para a concessão de vistos.
A Administração Trump suspendeu os processos de green card (visto permanente de imigração), cidadania e vistos para requerentes de vários países de “alto risco”, muitos dos quais africanos. As quotas de reinstalação de refugiados também foram reduzidas, estreitando as vias para os africanos que procuram protecção em zonas de conflito.
A tabela abaixo mostra os dez estados norte-americanos com as maiores populações africanas.
Os procedimentos de visto tornaram-se mais restritivos, com avaliações de elegibilidade mais rigorosas, requisitos de segurança adicionais e acesso limitado a certas categorias, afectando profissionais, estudantes e famílias. O Governo também procura agora acordos mais amplos de deportação e repatriação com Estados africanos, alguns dos quais têm encontrado resistência devido a preocupações económicas e logísticas.
Um cenário em mudança para a migração africana
Apesar das políticas de imigração mais rígidas, as comunidades africanas nos EUA continuam a crescer, a diversificar-se e a estabelecer redes fortes. Estados como Maryland, Virgínia, Georgia e Nova York continuam a ser centros importantes, beneficiando de universidades, corredores tecnológicos e oportunidades profissionais.
Os imigrantes africanos têm contribuído consistentemente para o desenvolvimento dos EUA, oferecendo conhecimentos especializados em tecnologia, medicina, investigação científica, educação e empreendedorismo. O seu papel ressalta o impacto social, cultural e económico mais amplo do talento africano na sociedade americana.
À medida que o ambiente político evolui, os Governos africanos, as organizações da diáspora e os grupos de defesa estão cada vez mais activos no acompanhamento dos desenvolvimentos e no apoio às comunidades afectadas.
Fonte: Business Insider Africa
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