O vice-presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Onório Manuel, apelou esta quarta-feira (17), em Maputo, a uma execução coordenada, inclusiva e orientada para resultados da agenda nacional de transformação digital, defendendo que o actual momento representa uma “oportunidade histórica” para tornar o País “mais competitivo, eficiente e integrado.“ Ao intervir na sessão de abertura da 3.ª edição da conferência BFSI Mozambique – Banca, Serviços Financeiros e Seguros, o dirigente destacou que a digitalização deixou de ser uma opção e passou a ser “um imperativo estratégico” para o Estado, para as empresas e para a sociedade moçambicana. “A verdadeira discussão já não é sobre a necessidade da digitalização, mas sobre como digitalizar, para quem e com que impacto. O desafio está na execução eficaz dessa agenda”, afirmou, defendendo um modelo de transformação centrado na eficiência económica, inclusão real e integração regional.advertisement Entre as prioridades, a CTA sublinha a necessidade de digitalizar serviços públicos e financeiros para reduzir burocracia, diminuir os custos de contexto e permitir que micro, pequenas e médias empresas se concentrem na produção e geração de valor. “A inclusão digital tem de ser também económica, territorial e social. Sem isso, corremos o risco de aprofundar desigualdades”, alertou. O sector privado defende ainda uma regulação inteligente e proporcional que acompanhe o ritmo da inovação, sem travar a competitividade. “Precisamos de regras claras, mas flexíveis, que não inibam o desenvolvimento de soluções como inteligência artificial, blockchain ou serviços em nuvem”, acrescentou. Segundo Onório Manuel, é também essencial garantir que a transformação digital esteja alinhada com a soberania tecnológica e a realidade moçambicana. “Não se trata de importar modelos. Precisamos de soluções adaptadas ao nosso contexto.” No encerramento da sua intervenção, a CTA reforçou a disponibilidade do sector privado para investir, inovar e colaborar com o Governo, desde que exista uma agenda clara de implementação, com prioridades definidas e foco nos resultados. “A digitalização é um meio, não um fim. Serve para construir um Estado mais eficiente, uma economia mais robusta e uma sociedade mais justa.” A BFSI Moçambique reuniu representantes do Governo, sector privado, reguladores, instituições financeiras e tecnológicas, num espaço de debate sobre os caminhos para a modernização do sistema financeiro, a digitalização dos serviços públicos e a integração económica de Moçambique no contexto regional e continental. Texto: Felisberto Rucoa dvertisement

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