O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, abre porta a alterações no pacote de revisão laboral apresentado pelo Executivo, admitindo que o Governo tem de “ajustar propostas”. 

Em declarações à Antena 1, o ministro da Economia referiu: “Há 100 propostas de alteração, se for preciso deixar cair 10 ou 20 muito bem”, desde que seja garantido o aumento da competitividade das empresas e, por via disso, os salários dos trabalhadores. 
“Dir-me-á: ‘não é desta maneira’, ok vamos apostar noutra”, disse o governante, acrescentando: “Se os parceiros sociais acharem que não são estas e são outras, é preciso ajustar as propostas”.
O governante assume ainda que “estamos muito longe de uma solução final” com as centrais sindicais. 
Governo pode “aproximar posições”, UGT otimista: Como está a lei laboral?
O Governo e a UGT reuniram-se, na terça-feira, com o pacote laboral em cima da mesa, depois da greve geral da semana passada. À saída do encontro, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, admitiu aproximar posições, ao passo que a central sindical viu sinais positivos por parte do Executivo.

À saída do encontro entre o Governo e a UGT, na terça-feira, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, admitiu aproximar posições, ao passo que a central sindical viu sinais positivos por parte do Executivo.
Beatriz Vasconcelos com Lusa | 08:06 – 17/12/2025

A ministra do Trabalho disse que teve uma reunião “muito construtiva” com a UGT sobre o pacote laboral, após a greve geral, e admitiu uma aproximação de posições para chegar a um consenso sobre a reforma na Concertação Social.
No final do encontro com a direção da UGT, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, a ministra Rosário Palma Ramalho reafirmou que o Executivo apresentou uma primeira solução e “não uma solução acabada” e que, por isso, continua a negociar com a UGT e com as centrais sindicais.
Por sua vez, o secretário-geral da UGT disse, também na terça-feira, que viu sinais positivos na reunião com a ministra do Trabalho sobre a reforma laboral e adiantou que a central sindical vai apresentar uma contraproposta, incluindo com medidas que não constam do anteprojeto.
No final do encontro com Rosário Palma Ramalho, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, Mário Mourão não esclareceu os contornos do que lhe foi apresentado pela ministra do Trabalho, mas fez questão de sublinhar que viu espírito negocial do lado do executivo.
CGTP pediu reunião, Montenegro aceitou
O primeiro-ministro vai receber a CGTP no dia 7 de janeiro do próximo ano a pedido da central sindical, disse na terça-feira à Lusa fonte oficial do gabinete de Luís Montenegro.
A CGTP tinha solicitado na segunda-feira uma reunião com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, reafirmando a exigência de retirar o pacote laboral, expressa, “de forma inequívoca”, na greve geral de 11 de dezembro.
A CGTP e a UGT convocaram uma greve geral para 11 de dezembro, em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral, apresentado pelo Governo.
Leia Também: Lei laboral? “Vamos ver se é possível encontrar pontos de entendimento”

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