
O poder de compra relativo das famílias portuguesas voltou a aumentar no ano passado, mas praticamente sem se refletir em avanços no consumo, com o indicador de despesa individual per capita ponderado em função do nível de preços a estagnar face ao ano anterior. Os dados de contas nacionais de 2024 expressos em paridades de poder de compra, divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), indicam que em 2024 a despesa individual per capita, considerada o indicador mais adequado para medir o bem-estar da população, ficou em 85,7% da média da União Europeia. O progresso anual limitou-se a 0,2 pontos percentuais, face aos 85,5% registados no país em 2023. Neste valor, Portugal recuou para a 17.ª posição em termos europeus, estando há um ano classificado em 16.º na UE. Já o PIB per capita ponderado pelo nível de preços avançou em 1,3 pontos percentuais, passando de 81,1% para 82,4% da média europeia. Apesar da melhoria, o país manteve-se ainda no 18.º lugar em termos europeus neste indicador. Ambos as medidas constituem indicadores de convergência na União Europeia que permitem aferir o reflexo das variações do PIB na capacidade aquisitiva das populações na comparação com os restantes países do bloco, traduzindo avanços ou recuos no poder de compra e no consumos das famílias residentes nos Estados-membros. Os dados mostram que embora a economia portuguesa tenha vindo em todo o período após a pandemia a crescer em ritmo superior ao do crescimento económico médio da União Europeia, os reflexos dessa convergência do PIB nacional no bem-estar das famílias têm sido limitados. Em 2022 observou-se um recuo na despesa individual per capita em paridades de poder de compra para 84,8% da média europeia. Já em 2023 houve uma pequena melhoria em 0,7 pontos percentuais, para 85,5% da média europeia, tendo o ano de 2024 redundado em quase estagnação com a subida apenas para 85,7%. (Notícia em atualização)
Painel