O presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM), Emanuel Chaves, garantiu que as companhias aéreas que operam no País vão reduzir, no próximo ano, o custo das passagens, salientando que, para a concretização do objectivo, será apresentado ao Governo um Plano Director com todos os detalhes do processo. “Os preços vão baixar, algo que as companhias aéreas já reconheceram. Estamos perante um sentimento colectivo no sector da aviação, e toda a sociedade considera que as passagens aéreas são muito elevadas. Assim, precisamos de efectuar mudanças para abranger todos”, enfatizou o responsável citado pela Rádio Moçambique (RM). Nos mercados vizinhos, como a África do Sul, as tarifas aéreas são mais competitivas e acessíveis, fruto de maior volume de passageiros, de bases operacionais centralizadas e de frotas mais modernas e eficientes. Em Moçambique, houve, nos últimos anos, tentativas de reduzir os preços, incluindo anúncios da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) de cortes até 30%. Contudo, os bilhetes continuam a ser considerados caros para a maioria da população, sobretudo nas rotas domésticas, onde muitas vezes não existem alternativas viáveis ​​de transporte. Entretanto, para Emanuel Chaves a medida vai melhorar a qualidade das viagens dos moçambicanos, evitando que mais pessoas morram nas estradas nacionais vítimas de acidentes de viação. “Nos últimos tempos, registámos acidentes ‘esquisitos’, que culminaram com a morte desnecessária de inocentes. Por isso, estamos a trabalhar de forma célere para encontrar uma solução.” Na semana passada, o Governo suspendeu as actividades da empresa Transportes Ideal, operadora da linha CityLink, e do respectivo condutor envolvidos no acidente de viação que resultou na morte de sete pessoas e no ferimento grave de outras duas, no distrito da Manhiça, província de Maputo, sul do País. De acordo com informações prestadas pelo Ministério dos Transportes e Logística, o autocarro da CityLink terá efectuado uma ultrapassagem sem as devidas precauções, embatendo de forma violenta contra um mini-autocarro que circulava em sentido contrário. O acidente, que resultou também em vários feridos ligeiros e danos materiais consideráveis, é atribuído ao excesso de velocidade e a manobras irregulares, causas igualmente apontadas pela Polícia da República de Moçambique (PRM). Em Setembro, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlhombe, anunciou que as tarifas de passagens aéreas, incluindo as praticadas pela LAM, seriam revistas até ao final deste ano. “Orientámos o regulador, o Instituto de Aviação Civil de Moçambique, para fazer um estudo independente das tarifas, não só para a LAM, mas para todo o mercado, para permitir a regulação”, explicou o ministro, sublinhando que, apesar de o mercado ser aberto, “as tarifas têm de ser controladas por causa das margens que são definidas em termos de lucro, para cada serviço.” Sem avançar uma data exacta para a conclusão do estudo, João Matlhombe disse, na altura, confiar que os novos preços poderão ser definidos ainda este ano, com base nos resultados que vierem a ser apresentados ao Executivo. “A nossa expectativa é que, antes do final do ano, tenhamos o resultado apresentado ao Governo e possamos apresentá-lo também tanto à LAM como aos outros novos operadores que vão entrar para operar no mercado nacional”, afirmou.

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