O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) acolheu, na quarta-feira, 10 de Dezembro, no seu auditório, em Maputo, o lançamento da segunda edição da obra Economia de Moçambique e os Desafios da Nova Crise, da autoria do académico Ibraimo Mussagy. O livro aborda os desafios estruturais da economia moçambicana e as crises actuais, com especial ênfase no período da pandemia da covid-19. No lançamento do livro, o ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, destacou o percurso académico e o contributo intelectual do autor, sublinhando que a obra vai além de uma simples análise sectorial. “Este livro não é apenas um diagnóstico económico, é um verdadeiro roteiro estratégico para Moçambique”, afirmou. Segundo um comunicado do BCI, a obra, composta por oito capítulos, procura responder a uma questão central: como resistir à crise e transformar a economia moçambicana para o futuro. Segundo Salim Valá, o livro aponta para um modelo de desenvolvimento em que as Pequenas e Médias Empresas (PME) podem crescer de forma sustentável, a informalidade torna-se uma porta de entrada para a prosperidade e o desenvolvimento é inclusivo, beneficiando tanto as zonas rurais como urbanas, com um impacto particular para jovens e nas mulheres. “Um futuro em que Moçambique não tenha medo de ser grande”, frisou. Em representação do BCI, a directora Central de Gestão de Risco, Farhana Razak, destacou a importância da obra para a reflexão económica nacional. “Ao revisitar a nossa história económica desde os planos quinquenais, este livro lança luz sobre os desafios estruturais do período pré-pandémico e orienta uma reflexão crucial sobre como construir um modelo de crescimento verdadeiramente inclusivo e justo para todos os moçambicanos”, afirmou. A responsável também reiterou o compromisso do banco em apoiar iniciativas que promovam o conhecimento, a investigação e o desenvolvimento no País. O economista Tomaz Salomão, autor do posfácio da obra, deixou palavras de incentivo ao autor, relembrando a relação académica que os une. “Continue a fazer análises prospectivas, olhando para além da montanha, com espírito livre de emoções, críticas construtivas e sérias”, afirmou. Por sua vez, Ibraimo Mussagy, que já publicou cinco livros, explicou algumas das abordagens centrais da obra, argumentando que a economia sempre requer a definição de pressupostos que orientam a análise. “Se os factores não forem alterados, podemos prever um determinado resultado. Mas quando essas premissas mudam, é provável que o objectivo não seja mais alcançado”, disse. Citando a escritora Paulina Chiziane, o autor concluiu com um apelou: “Que esta obra também sirva a este propósito: se não para nos fazer voar, pelo menos para nos ajudar a reflectir sobre o estado actual e o futuro do nosso País”.
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