A Cornelder de Moçambique, empresa concessionária do Porto da Beira, revelou ter pago um total de 500 milhões de dólares ao Estado moçambicano em impostos e taxas de concessão ao longo dos últimos sete anos. Segundo a Lusa, a informação foi avançada por Jan de Vries, presidente do Conselho de Administração da Cornelder, durante uma intervenção em Maputo, onde sublinhou ainda que o valor global da contribuição da empresa para o Tesouro Nacional ascende a 886 milhões de dólares, incluindo outras obrigações fiscais e parafiscais. “Pagámos quase 500 milhões de dólares em taxas de concessão e impostos nos últimos sete anos”, referiu o gestor, acrescentando que, anualmente, a empresa injecta cerca de 50 milhões de dólares na economia local através da contratação de fornecedores moçambicanos de bens e serviços. Além do impacto directo nas receitas do Estado, a actividade da Cornelder tem gerado efeitos multiplicadores significativos na economia da cidade da Beira e da região centro do País. “Ao redor do porto surgiram muitas empresas, entre 20 a 30 portos secos, que empregam milhares de pessoas. Temos transportadoras com frotas entre mil e dois mil camiões. É um catalisador económico de grande dimensão”, destacou Jan de Vries. A Cornelder de Moçambique, responsável pela concessão dos terminais de contentores e de carga geral do Porto da Beira, anunciou igualmente novos investimentos na ordem de 120 milhões de dólares, a serem executados nos próximos quatro anos. Estes fundos visam aumentar a capacidade do terminal de contentores para 700 mil unidades equivalentes a contentores de 20 pés (TEU) e elevar a carga geral movimentada para cinco milhões de toneladas. Entre os projectos já em curso destaca-se a construção de 75 mil metros quadrados de pavimento, bem como a edificação de um novo complexo de saída, visando melhorar a fluidez logística dentro do recinto portuário. Para o próximo ano, a empresa prevê a expansão de cinco hectares no terminal de minérios, cuja procura tem vindo a crescer significativamente, nomeadamente para a exportação de cargas provenientes do Zimbabué. Está igualmente em agenda a ampliação do terminal de fertilizantes. A operadora aponta, no entanto, as condições de acessibilidade rodoviária como um dos principais constrangimentos operacionais. Actualmente, o porto conta apenas com uma entrada e saída, o que compromete a eficiência do escoamento. Em resposta a este desafio, o Governo lançou recentemente as obras de construção de uma estrada alternativa de acesso ao porto e de um centro logístico, infra-estruturas que visam aliviar a pressão sobre os acessos actuais e evitar o desvio de cargas para portos de países vizinhos.advertisement

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