O Governo angolano anunciou esta sexta-feira (12) a concessão, por um período inicial de 25 anos, da gestão do novo Aeroporto Internacional António Agostinho Neto (AIAAN) a um consórcio internacional liderado pela Corporación América Airports (CAAP), que integra a empresa Mota-Engil Engenharia e Construção África S.A.
De acordo com a Lusa, a decisão resulta de um concurso público conduzido pelo Ministério dos Transportes de Angola, que adjudicou o direito de exploração, gestão e manutenção da infra-estrutura ao referido consórcio, com sede no Luxemburgo. O processo, segundo a tutela, foi realizado “no estrito cumprimento dos parâmetros legais e técnicos aplicáveis” em vigor no País.
De acordo com um comunicado oficial, o contrato prevê a possibilidade de renovação por mais 15 anos, estendendo a concessão até quatro décadas. A proposta vencedora obteve uma classificação global de 93,25 pontos em 100, destacando-se pela sua capacidade técnica, solidez financeira e experiência comprovada na gestão integrada de infra-estruturas aeroportuárias.a d v e r t i s e m e n t
A CAAP é reconhecida internacionalmente pela sua actuação no sector da aviação civil e pela gestão eficiente de aeroportos privados em diferentes regiões do mundo. A parceria com a Mota-Engil África reforça o perfil operacional do consórcio, combinando experiência de engenharia e capacidade de expansão logística.
Para o ministro dos Transportes de Angola, Ricardo de Abreu, esta adjudicação representa um “momento único e histórico” para o país e constitui um marco no reforço da aviação civil. “O AIAAN é uma infra-estrutura determinante para transformar Angola num verdadeiro hub aéreo continental, impulsionando o transporte de passageiros e de carga em África e entre África e o mundo”, afirmou.
O governante sublinhou ainda que o projecto terá impacto directo no crescimento económico angolano, promovendo sectores como o comércio, os serviços e o turismo, além de reforçar a presença internacional da marca Visit Angola.
A concessão do novo aeroporto integra-se na estratégia de modernização das infra-estruturas estratégicas do país e no posicionamento de Angola como plataforma de conectividade aérea relevante no continente africano e em ligações intercontinentais.
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