O Governo português manifestou o seu compromisso em apoiar a criação de um Hotel-Escola de Turismo em Moçambique, iniciativa que visa reforçar a cooperação bilateral no sector e promover a qualificação da oferta turística moçambicana. A decisão consta da declaração final da 6.ª Cimeira Luso-Moçambicana, realizada esta segunda-feira (8) na cidade do Porto. De acordo com a Lusa, o documento, subscrito pelo primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, e pelo Presidente da República, Daniel Chapo, sublinha a intenção de ambos os países intensificarem a colaboração nas áreas da formação profissional, promoção turística, inovação e intercâmbio de conhecimentos, com vista a dinamizar os fluxos turísticos bilaterais. “Manifestaram, ainda, o empenho na concretização, no momento oportuno, da criação de um Hotel-Escola de Turismo em Moçambique, que envolva o sector privado”, refere a declaração final, sem, no entanto, avançar um calendário para a implementação do projecto. A criação do Hotel-Escola surge como uma aposta estratégica na formação de quadros especializados, ao mesmo tempo que reforça a ligação entre os sectores público e privado na promoção de um turismo mais qualificado, sustentável e competitivo. Além do turismo, a cimeira registou progressos noutras áreas de cooperação. No domínio da cultura, os dois Governos comprometeram-se a intensificar os intercâmbios artísticos, promover a mobilidade de criadores e reforçar a preservação do património histórico comum. Foi ainda reiterado o papel da língua portuguesa como factor de identidade partilhada no espaço lusófono, com destaque para a sua promoção nos sectores da educação e da cultura. No sector agrícola, Portugal e Moçambique reafirmaram o compromisso com uma agricultura resiliente e sustentável, assim como com o desenvolvimento rural inclusivo, alinhando-se com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Os dois países expressaram igualmente a intenção de transformar os sistemas alimentares com base em inovação e segurança alimentar. A 6.ª Cimeira Luso-Moçambicana contou com a presença de cerca de 20 ministros de ambos os Governos e assinalou a assinatura de múltiplos instrumentos jurídicos de cooperação nas áreas da digitalização, infra-estruturas, comunicações, migração e investimento.

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