advertisemen tA petrolífera francesa TotalEnergies anunciou, nesta terça-feira, 9 de Dezembro, que concordou com uma troca de activos com a empresa energética portuguesa Galp, reforçando a sua posição como operadora da importante descoberta de Mopane, ao largo da costa da Namíbia. De acordo com a Reuters, em troca de uma participação de 40% na licença PEL83, que detém o projecto Mopane, a Galp receberá uma participação de 10% na licença PEL56 da TotalEnergies, que detém a descoberta Venus, e uma participação de 9,4% na licença PEL91. Todas as três licenças são adjacentes. A TotalEnergies pagará metade das despesas de exploração e avaliação da Galp em Mopane, embora a empresa portuguesa tenha de reembolsar esse montante com o fluxo de caixa futuro do campo. A QatarEnergy é o segundo maior accionista da PEL56 e da PEL91. As acções da TotalEnergies subiram 0,6%, mas as acções da Galp caíram mais de 11%. Os analistas da RBC consideraram o acordo “mais construtivo para a TotalEnergies do que para a Galp, sem que o pagamento adiantado em dinheiro fosse visto como negativo”, e que o reembolso total das despesas de exploração e avaliação também poderia ser decepcionante. Os especialistas afirmaram que a incorporação da Venus no acordo deverá ajudar a alinhar os interesses entre os parceiros, embora “isso também implique um investimento ligeiramente mais elevado para a Galp nos próximos anos.” A TotalEnergies e a Galp planeiam perfurar três poços em Mopane nos próximos dois anos, a partir de 2026. No mês passado, fontes revelaram à Reuters que a TotalEnergies e a Chevron eram as principais candidatas à participação em Mopane. “Este acordo posiciona a TotalEnergies como operadora das duas maiores descobertas de petróleo na Namíbia e abre caminho para o desenvolvimento de um importante centro de produção”, afirmou o grupo francês, acrescentando que “a conclusão da transacção está prevista para 2026.” A presidente da Galp, Paula Amorim, salientou que a parceria com a TotalEnergies “reduzirá significativamente os riscos de Mopane, alinhando um caminho concreto para o futuro do activo.”

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