Os investidores responderam negativamente à venda da Galp que alienou uma participação de 40%, ou seja, metade do que detinha, no campo petrolífero de Mopane, na Namíbia, à francesa TotalEnergies. O anúncio, feito na manhã desta terça-feira, levou as ações de uma das maiores cotadas do principal índice da bolsa de Lisboa, a mergulharem mais de 15%. Os títulos chegaram a perder 15,4% para 14,665 euros – a maior descida desde março de 2020 e que implica uma perda superior a 1,5 mil milhões de euros em capitalização bolsista. No fecho da sessão desta segunda-feira, a Galp valia pouco mais de 13 mil milhões e segue a valer 11,5 mil milhões. O PSI cai 0,97%. Por seu lado, a TotalEnergies soma 0,14% para 56,4 euros. O negócio não tem qualquer contrapartida financeira imediata e envolve antes uma troca de ativos, assim como o assumir de parte das despesas de exploração. A TotalEnergies assume a operação da exploração do campo petrolífero e vai cobrir metade dos custos de investimento da Galp para exploração, avaliação e desenvolvimento na região de Mopane. Além disso, há uma troca de ativos e a petrolífera nacional vai ficar com participações, de 10% e 9,4%, noutros dois campos da TotalEnergies na região. As duas empresas vão lançar uma campanha de exploração e avaliação de pelo menos três poços petrolíferos nos próximos dois anos, sendo que o primeiro potencial poço está em avaliação já para 2026. (Notícia em atualização)

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